união com B2W deve ajudar consumidor

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A combinação das operações das Lojas Americanas com a B2W, dona de lojas online uma vez que Submarino, deve aumentar a oferta de produtos e serviços aos clientes dos dois negócios e melhorar a experiência do consumidor, dizem especialistas em varejo.

As Lojas Americanas já são a controladora da B2W, detendo 62,5% do capital da empresa. Mas as duas companhias operam de forma separada, tendo cada uma sua própria diretoria, cada qual com ações em Bolsa. Segundo analistas, essa repartição acaba afetando o atendimento ao consumidor final.

Para o consumidor, isso pode simbolizar alguma dor de cabeça em determinadas situações. Por exemplo, se tiver problemas com a entrega de um resultado adquirido nas Americanas.com, o cliente não consegue resolver a pendência numa loja física das Americanas.

Pouco ainda se sabe sobre a verosímil fusão, mas o foco, a princípio, é unificar as operações digitais das Americanas.com com as das milhares de lojas físicas da rede. Tal integração já ocorreu em marcas concorrentes e, do ponto de vista do consumidor, os impactos se mostraram positivos.
Marcela Cavallo, advogada do Zilveti Advogados

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Segundo a advogada perito em direitos do consumidor, o cliente poderá optar pela proximidade de um atendimento físico ou pela praticidade de um atendimento online sem se preocupar com fatores uma vez que diferença de preços, qualidade do resultado, entre outros. “A integração também é vantajosa para a experiência deste cliente com a marca. Um exemplo disso é a possibilidade de trocar em uma loja física um resultado adquirido via e-commerce, e vice-versa. O pós-venda se torna mais prático também”, afirma Marcella.

Juntas, as empresas possuem hoje uma rede de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um shopping online, o chamado marketplace, com mais de 87 milénio vendedores.

A decisão tomada pelas Lojas Americanas mostra que o objetivo maior é mesmo colocar o consumidor no meio das decisões, dizem profissionais de mercado.

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Segundo o comentador da Reach Capital, Maurício Rahmani, perito em varejo, quando a B2W foi criada, havia a mentalidade de que o transacção seria subjugado por empresas puras de e-commerce e que a operação física não seria competitiva junto com uma operação online – e por isso, o melhor era manter tudo separado.

Com o tempo, as empresas viram que fazia sentido buscar sinergias entre as operações online e física. Ao combinar operações, é verosímil tomar decisões com uma cabeça única. Todos os acionistas no mesmo paquete, as decisões tendem a ser mais acertadas. E o caso da Magazine Luiza mostrou isso.
Maurício Rahmani, comentador da Reach Capital

Consolidação é risco no longo prazo?

A decisão de Lojas Americanas e B2W juntarem as operações em uma mesma empresa, com comando único, mostra que o porvir é o da consolidação de vários negócios em uma mesma plataforma, onde o consumidor poderá comprar produtos, contratar serviços financeiros, fazer pagamentos, confrontar preços, afirma o sócio diretor da Gouvêa Consulting, Jean Paul Rebetez, da Gouvêa Ecosystem, especializada em varejo.

O que vemos é a feitio de um ecossistema que procura lucrar eficiência operacional e ao mesmo tempo aproximação a um universo de dados consolidados de consumidores. As empresas conseguem mais dados centralizados e, assim, o poder para oferecer serviços, produtos. Para o consumidor, isso é superpositivo. Mas evidente que tem a questão da consolidação.
Jean Paul Rebetez, sócio diretor da Gouvêa Consulting da Gouvêa Ecosystem

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A consolidação de negócios em que os dados de milhões de consumidores podem ser acessados, analisados e usados por um mesmo grupo enfraquece, no médio e longo prazo, os pequenos negócios.

Os pequenos varejistas terão que aderir a essas plataformas, para vender via marketplaces uma vez que os do Magazine Luiza, ou o do Universo Americanas ou Mercado Livre. Se esse envolvente, no longo prazo, pode levar a menor espaço para ofertas e preços baixos, é um ponto que permanece no radar, admitem analistas.

Mas hoje, o impacto para o consumidor é positivo. E a operação não deve ser impedida pelo Cade (Recomendação Administrativo de Resguardo Econômica), dizem especialistas.

Nos dias de hoje, a junção entre estruturas físicas já existentes com o crescente mercado do dedo, resultando em mercados integralizados, se mostra mais cada vez mais necessária. Portanto, avalio que o Cade não deverá fabricar maiores empecilhos, tomando em conta que tanto o varejo físico, uma vez que o eletrônico, encontra-se bastante pulverizados, ainda mais com a ingresso de grandes players internacionais, tais uma vez que a Amazon, mitigando a possibilidade monopólio de preços e/ou mercado.
Douglas de Oliveira – sócio do Oliveira, Vale, Securato & Abdul Ahad Advogados
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O que muda para quem comprar numa das empresas antes da união? Segundo a advogada do Zilveti Advogados, os direitos do consumidor devem ser sempre resguardados. Além dos direitos básicos previstos nas relações de consumo pelo Código de Resguardo do Consumidor, que valem tanto para o transacção físico, quanto para o eletrônico, os contratos e condições de compra devem ser mantidos da forma uma vez que foram estabelecidos, não podendo ser impactados por operações das empresas que o atendem, muito menos alterados por conta de uma mudança nas operações da marca.

“Caso exista um dano a ser reparado, tanto material uma vez que moral, o consumidor deve propor ação judicial buscando, além da correção da prática abusiva, indenização pelos danos” diz Marcela Cavallo, advogada do Zilveti Advogados.

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