Sem rei nem Ordem

-

- Publicidade -

Manifestar que os advogados portugueses, nomeadamente os milhares de advogados que exercem em prática individual ou em pequenas sociedades, enfrentam um período difícil, é uma redundância desnecessária face ao evidente cenário de redução muito acentuado da atividade dos tribunais e da vida económica.

Manifestar que há muitos advogados que não conseguem fazer face às despesas mais básicas das suas famílias é um facto que podemos dar uma vez que provado, por ser público e notório.

Ora, neste cenário, era expectável que tivéssemos um bastonário e uma direção da Ordem dos Advogados que assumissem as suas responsabilidades e estivessem à fundura do momento em que vivemos.

Porém, a opção foi, infelizmente, ceder o combate e deixar os Advogados Portugueses à sua sorte.

- Publicidade -

A mediação da direção da Ordem é de tal maneira alienada dos reais problemas da maioria dos advogados portugueses que, se não fosse uma material tão séria, para uma profissão vital para o normal funcionamento da justiça, daria vontade de rir.

Tivemos e temos uma direção da Ordem catavento quanto à opção de legislar o Estado de Emergência, sua amplitude e duração, quanto aos sucessivos confinamentos e suspensão dos prazos e atividade dos Tribunais. Quando o vento puxava para o desconfinamento, cá d`el rei que a atividade económica não pode parar, os advogados precisam trabalhar. Já se o vento virava e puxava para o confinamento, cá d`el rei que os tribunais têm que encerar.

- Publicidade -

Compartilhe

Recent comments