Sarkozy, ex-presidente francesismo, é réprobo a três anos de prisão por prevaricação – 01/03/2021

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O ex-presidente francesismo, Nicolas Sarkozy, foi réprobo nesta segunda-feira (1°) a três anos de prisão, um em regime fechado, por prevaricação e tráfico de influência. Ele é o primeiro ex-chefe de Estado francesismo a receber uma pena de prisão em regime fechado, mas seus advogados ainda podem recorrer da sentença.

O ex-presidente francesismo, Nicolas Sarkozy, foi réprobo nesta segunda-feira (1°) a três anos de prisão, um em regime fechado, por prevaricação e tráfico de influência. Ele é o primeiro ex-chefe de Estado francesismo a receber uma pena de prisão em regime fechado, mas seus advogados ainda podem recorrer da sentença.

A decisão foi anunciada pela juíza Christine Mée, do Tribunal de Paris, que declarou Sarkozy, de 66 anos, culpado de prevaricação e tráfico de influência no chamado “escândalo dos grampos telefônicos”. O caso veio à tona em 2014, dois anos depois que o ex-presidente deixou o incumbência.

De pacto com ela, Sarkozy “que era o guardião da independência da justiça, utilizou seu status de macróbio presidente para presentear um magistrado que serviu seus interesses pessoais”, o que pode ser considerado em sua opinião um “pacto de prevaricação”.

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Sarkozy sempre jurou inocência e diz não ter cometido “qualquer irregularidade”. Nesta segunda-feira, o ex-chefe de Estado escutou de pé e inalterável sua pena no tribunal. Ao deixar o lugar, ele e seus advogados não quiseram conversar com a prelo.

Em 8 de dezembro de 2020, o Ministério Público das Finanças havia pedido ao ex-presidente uma pena de quatro anos de prisão, dois em regime fechado. Para a instituição, a imagem da função presidencial foi “manchada” por Sarkozy.

Grampos telefônicos

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O “escândalo dos grampos telefônicos” tem origem em outro caso que prenúncio Sarkozy. Há suspeitas de que ele tenha recebido financiamento do regime líbio de Muammar Kadafi durante a campanha presidencial de 2007 , que o elegou. Para investigar essa hipótese, a justiça decidiu grampear o telefone de Sarkozy e descobriu-se que ele tinha uma traço secreta, utilizada para conversar com seu jurisconsulto, Thierry Herzog, sob o pseudônimo de “Paul Bismuth”.

Segundo os investigadores, algumas conversas revelaram a existência de um pacto de prevaricação. Junto com seu jurisconsulto, Sarkozy teria tentado obter informações sigilosas de outro processo contra ele. Os dois homens demonstravam preocupação com uma decisão esperada no Tribunal de Cassação, a saudação das agendas do ex-presidente da República apreendidas no contexto do caso Liliane Bettencourt, logo dona do grupo L’Oreal.

Sarkozy foi processado por injúria de crédito ao pedir moeda para sua campanha de 2007 à bilionária, na estação com 84 anos. A ação acabou sendo arquivada por falta de provas. Mas, apesar do desfecho favorável, o ex-chefe de Estado continuou solicitando à Justiça que “evitasse” que informações contidas em suas agendas reaparecessem em outros casos.

Nesse contexto, os juízes descobriram durante a escuta telefônica que Sarkozy e Herzog obtinham informações no Tribunal de Cassação de um manifesto Gilbert Azibert, primeiro advogado-geral na Galanteio. Para influenciar seus colegas, Sarkozy teria prometido ao magistrado ajudá-lo a conseguir um incumbência altamente cobiçado no Parecer de Estado de Mônaco.

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Azibert e Herzog também foram condenados à mesma pena de Sarkozy nesta segunda-feira. Ambos foram considerados culpados de violação de sigilo profissional. Ou por outra, Herzog está proibido de defender durante cinco anos.

Outras investigações

Sarkozy governou a França de 2007 a 2012 e enfrenta outras investigações judiciais. No próximo 17 de março o ex-presidente enfrentará um segundo processo, chamado de “caso Bygmalion”, sobre o financiamento de sua campanha eleitoral em 2012.

O ex-chefe de Estado se retirou da vida política em 2016, mas ainda tem possante popularidade entre os simpatizantes da direita. A pena desta segunda-feira, que ocorre um ano antes das próximas eleições presidenciais francesas, deve completar com qualquer intenção de Sarkozy de se candidatar novamente.

Antes dele, outro ex-presidente francesismo, Jacques Chirac (1995-2007), seu predecessor e durante anos seu mentor político, foi réprobo a dois anos de prisão, mas com suspensão condicional da pena, por meandro de fundos na estação em que foi prefeito de Paris. No entanto, sua saúde frágil o impediu de comparecer ao tribunal e ele não cumpriu a pena.

 

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