Posteriormente resposta da Fifa, Corinthians prepara recurso contra pena por contratação de Jô | corinthians

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Condenados pela Fifa a remunerar R$ 3,4 milhões de dólares (R$ 18,2 milhões na cotação atual) ao Nagoya Grampus, do Japão, Jô e o Corinthians, por meio de seus advogados, preparam o recurso que será enviado à Golpe Arbitral do Esporte (CAS). Eles têm até o dia 26 de fevereiro para apresentar a resguardo.

Embora a Fifa tenha proferido a sentença ainda em novembro do ano pretérito, clube e jogador aguardavam que a entidade enviasse a íntegra do processo para prepararem o recurso junto ao CAS, o que só ocorreu nas últimas semanas.

Os advogados de Jô acreditam que no CAS será verosímil anular a pena, visto que, diferentemente do que acontece na Fifa, nesta namoro é verosímil recensear testemunhas e apresentar uma resguardo mais ampla. Também há o entendimento de que o Corinthians não tem de ser segmento no processo, uma vez que foi o Nagoya quem pediu a rescisão de contrato do jogador, e não o contrário.

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Jô tem contrato com o Corinthians até o término de 2023 — Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Jô tinha vínculo com o Nagoya Grampus até o término do ano pretérito. O clube nipónico alega ter havido descuramento de ofício do atacante e, por isso, não só suspendeu os pagamentos a ele a partir de abril, porquê também entrou com uma ação na Fifa pedindo uma indenização referente ao valor restante do contrato até dezembro.

O desentendimento de Jô com o Nagoya Grampus começou em fevereiro de 2020, quando o jogador machucou o joelho esquerdo.

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– O treinador do Nagoya entendeu que o Jô tinha que permanecer no Japão, mesmo com o clube fora para pré-temporada. Só que os fisioterapeutas e médicos viajaram com o time, estavam fora do país. O Jô entendeu que não iria se restabelecer muito, precisava de uma fisioterapia que fizesse efeito e veio ao Brasil se tratar no Flamengo. Ele custeou a viagem para ter um tratamento melhor – explicou Breno Tannuri, jurista do desportista, em entrevista ao ge no término do ano pretérito.

Semanas depois, Jô voltou ao Japão com Cláudia, esposa dele, mas não foi relacionado para as duas primeiras partidas da temporada. Na sequência, o campeonato lugar foi suspenso por conta da pandemia do novo coronavírus.

– Ele deixou os filhos no Brasil com os avós. Só que começou um “zum-zum-zum” de que os estrangeiros não poderiam transpor do Japão. Quando falaram que seria fechada a fronteira, o Jô disse: “Eu preciso voltar”. Isso foi em abril. Portanto, eles voltaram ao Rio de Janeiro – conta o jurista.

O Nagoya Grampus havia liberado os atletas para ficarem em moradia, mas não para deixarem o Japão. Assim, semanas depois, Jô foi avisado pelo clube de que seu salário estava suspenso.

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Segundo o jurista de Jô, o atacante respondeu essa notificação e explicou o motivo da volta ao Brasil. As alegações, porém, não foram suficientes para convencer os asiáticos.

– Ele tinha que receber entre o final de abril e o prelúdios de maio um bônus de 1 milhão de dólares, previsto em contrato. O que acontece é que, quando ele fala para o tradutor, numa quinta à noite, que voltaria ao Japão na segunda-feira, os diretores mandam uma notificação para o Jô no dia 2 de maio falando que o contrato estava rescindido. Se ele volta para o Japão, o Nagoya teria que remunerar os salários e essas luvas de 1 milhão de dólares – revela Tannuri.

O jurista de Jô concorda que o atacante poderia ser punido pela volta ao Brasil, mas alega que não havia justificativa para o rompimento de contrato. Breno Tannuri afirma que o desportista não perdeu treinamentos e nem havia motivo para tanta pressa, visto que o campeonato lugar só será retomado no próximo mês.

Posteriormente deixar o Nagoya, Jô assinou contrato de três anos e meio com o Corinthians. Por isso, a Fifa entende que o clube tem de ser solidário no pagamento da indenização.

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