Possuidor da Global criou teia de empresas para se beneficiar de milhões de reais captados com Fundo de Pensão de Advogados do Rio | Blog do Octavio Guedes

O possuinte da Global e da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, deve muito a advogados. De todas as maneiras. No sentido translato, ele deve à assessoria jurídica um arsenal de manobras que garantiu o silêncio dele e de seus funcionários. No sentido real, ele deve grana mesmo.

Ele criou uma série de empresas para, desde 2013, captar numerário de cotistas do Fundo de Pensão OAB-Prev-RJ que foram parar na conta da Global. O esquema é questionado na Justiça desde 2019.

O curioso é que um ministério militarizado, das quais secretário-executivo, o coronel Élcio Franco, gosta de usar um broche de caveira para ostentar sua quesito de ex-integrante das Forças Especiais, portanto especializado em informação e contra-informação, não tinha um setor de lucidez para avisar que eles estavam negociando com um empresário envolvido em transações, no mínimo, nebulosas.

Empresário ligado ao caso Covaxin é acusado de dar calote de mais de R$ 8 milhões

Empresário ligado ao caso Covaxin é denunciado de dar calote de mais de R$ 8 milhões

Com vocês , a investigação da operação mais antiga de Francisco Maximiano identificada até agora, feita pelos jornalistas Marcelo Gomes e Marcelo Bruzzi:

O Fundo de Pensão da OAB-Prev-RJ teve mais um investimento que foi parar na Global Saúde, outra empresa de Francisco Maximiano, além do calote de R$ 8 milhões que tomou de uma das empresas dele. Ele também é sócio da Precisa Medicamentos, que teria intermediado a venda da vacina indiana Covaxn por R$ 1,6 bilhão. O contratou foi suspendo por conta de denúncias de irregularidades e ele está na mira da CPI da Covid.

A OAB-PREVB Rio de Janeiro é o fundo de pensão, sem fins lucrativos, que atende aos advogados do estado e seus parentes. Atualmente, a OAB-PREV Rio tem tapume de 5 milénio cotistas.

Maximiano é denunciado de dar levante calote no fundo de pensão que oferece planos de aposentadoria e outros benefícios para advogados. Com as contribuições mensais de cada cotista, o fundo contrata uma gestora para investir no mercado financeiro e de capitais. É dessa maneira que o numerário rende e garante o pagamento de aposentadorias e pensões futuras.

Em 2015, a FL Gestora, empresa que administrava o fundo de pensão da OAB do Rio de Janeiro, investiu em debêntures da Rompro Participações. Nesse caso, é porquê se a OAB-Prev-RJ fizesse um empréstimo para a Rompro com o objetivo de receber o valor de volta com juros no porvir. Na ficha da Receita Federalista, Francisco Maximiano aparece porquê presidente da Rompro.

Porém, a FL Gestora, que comprou as debêntures, já foi ligada a Maximiano. Em 2012, ele aparece na CVM porquê sócio majoritário da companhia, que na era era chamada de Evocati. De conformidade com a escritura, a Rompro iria investir os recursos captados pelas debêntures em outra empresa de Maximiano, a Global Gestão em Saúde, por meio de um fundo de participações chamado FIP Saúde, que possui cotistas anônimos.

A Rompro parou de remunerar as parcelas previstas em contrato em março de 2018 e, até hoje, o fundo de pensão da OAB ofídio na Justiça uma dívida de mais de R$ 8 milhões.

Mas o problema da OAB-Prev-RJ com a Rompro gerou outro problema na Justiça. O fundo de pensão alega que, dois anos antes, teve prejuízos com outro investimento feito pela mesma gestora ligada ao empresário Francisco Maximiano.

Em 2013, a FL Gestora, que antes era chamada de Evocati e depois passou a se invocar Finger Lakes, investiu R$ 5,4 milhões em cotas do FIP Saúde. Esses recursos tiveram porquê fado a Global Saúde, que pertence a Maximiano, e, novamente, o numerário não retornou para o fundo de pensão. Ou seja, de 2013 até hoje, milhões de reais de cotistas da OAB-Prev-RJ foram parar na conta da Global posteriormente terem pretérito pela Rompro e pelo FIP Saúde.

A Global Saúde, atualmente, é ré em uma ação de improbidade administrativa, acusada de desviar R$ 20 milhões do Ministério da Saúde. Na era, o ministro era Ricardo Barros que hoje é o líder do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara.

No processo que pede indenização pelos prejuízos causados pelos investimentos feitos pela FL Gestora, o fundo de pensão da OAB-RJ afirma que foi “vítima de completo insulto de poder de oportunistas que utilizam da crédito depositada neles para roubar o patrimônio dos pensionistas”, e que “essa prática deve sobrestar imediatamente, sendo cada centavo de prejuízo ressarcido à OAB-Prev-RJ”.

Na ação, a OAB-Prev-RJ não estipula o valor da indenização, mas pede à Justiça uma “perícia contável e econômico financeira para calcular as perdas sofridas”.

A resguardo de Maximiano diz que “não há irregularidades e que todos os esclarecimentos serão prestados às autoridades”. Diz ainda que “se trata de uma empresa sem o menor vínculo com a Precisa Medicamentos e com a importação de 20 milhões de doses de vacinas”.