Porquê é ser jurisconsulto versus professor universitário? “O Estado poderia e deveria investir mais no ensino”, diz Noel Gomes – ECO

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Noel Gomes, sócio da PRA, começou a sua curso porquê professor universitário em 2007. Atualmente leciona na Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

Desde 2007 que Noel Gomes, sócio da espaço de administrativo e contratação pública da PRA-Raposo, Sá Miranda & Associados, assumiu o repto dar aulas. Atualmente, leciona na Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

O sócio centra a sua prática nas áreas de administrativo e contratação pública. Se tivesse de escolher entre ser professor ou jurisconsulto, Noel Gomes admite que a decisão seria difícil, mas optaria pelo manobra da advocacia.

Quando começou a dar aulas?

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Em 2007.

O que pesou para essa decisão de lecionar?

O sabor pela investigação e a vontade de transmitir conhecimento.

Em que faculdades dá aulas?

Atualmente, leciono, de forma regular, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tendo colaborações pontuais com outras instituições de ensino.

O que diferencia um aluno de recta face aos de há uma dez?

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Da minha experiência (porquê jurisconsulto), noto, nos atuais alunos de recta, uma maior consciência de que vão entrar num mercado muito competitivo e, relacionado com isso, a vontade de se diferenciarem e de adquirirem mais competências, não unicamente jurídicas (por exemplo, através da realização de estágios de verão), porquê também para além do recta (por exemplo, a dinamização e realização de clubes de debate, voluntariado).

Pela valia que tem para o desenvolvimento do país, considero que o Estado poderia e deveria investir mais no ensino, em universal, e no ensino universitário, em privado.

O que tenta passar porquê mensagem principal do que é o recta?

Supra de tudo uma mensagem positiva do recta, porquê uma utensílio dos homens e ao serviço dos homens, imprescindível para regular a nossa vida em sociedade e também para nos tornamos uma melhor sociedade.

Se tivesse de escolher: professor/a universitário/a ou jurisconsulto/a no escritório?

Confesso que seria uma decisão difícil, pela paixão que tenho pelas duas profissões. Todavia, se, neste momento, tivesse de optar por uma das duas, a escolha recairia pelo manobra da advocacia.

O que lhe ‘rouba’ mais tempo?

O manobra de advocacia. Atualmente, ao contrário do que acontecia há uns anos detrás, reduzi a docência.

Da minha experiência (porquê jurisconsulto), noto, nos atuais alunos de recta, uma maior consciência de que vão entrar num mercado muito competitivo.

Os cursos melhoraram com Bolonha?

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Bolonha implicou alterações nos cursos, desde logo, no encurtamento do seu tempo de duração e, consequentemente, um ajuste dos respetivos conteúdos programáticos. Todavia, esse encurtamento e ajuste foi, de visível modo, compensado com uma maior especialização resultante dos cursos de 2.º ciclo (mestrado), que, com Bolonha, passaram a ser uma extensão praticamente obrigatória do 1.º ciclo.

E porquê avalia os cursos em Portugal?

Do conhecimento que tenho, a avaliação que faço é, no universal, positiva, ainda que nem todos os cursos/faculdades estejam ao mesmo nível.

Há universidades que ensinam o recta que deveriam fechar por falta de qualidade?

Não estou em condições de responder a esta questão.

O Estado investe pouco no ensino universitário?

Pela valia que tem para o desenvolvimento do país, considero que o Estado poderia e deveria investir mais no ensino, em universal, e no ensino universitário, em privado. São conhecidas as dificuldades e limitações financeiras das instituições de ensino universitário, sendo isso motivo, por exemplo, do envelhecimento do respetivo corpo docente.

De que forma as suas ‘skills‘ porquê professor ajudam no manobra da advocacia?

A meu ver, existe uma estreita relação entre as duas atividades e das quais ambas beneficiam, no sentido que me considero melhor jurisconsulto sendo professor e também melhor professor sendo jurisconsulto. As principais skills da docência que, para mim, são mais importantes para o manobra da advocacia são o rigor dos conceitos, a sistematização dos conteúdos, a investigação (incluindo a premência de permanente atualização) e a objetividade do exposição (vocal e escrito).

Estamos ainda com demasiados licenciados em recta?

Não creio, desde logo, pela pluralidade de saídas profissionais que o curso de recta apresenta. Acresce que, muitas vezes, a licenciatura em recta surge porquê segundo ou, até mesmo, terceiro curso, porquê forma de enriquecimento e valorização pessoal/profissional, sem que isso implique, necessariamente, que o licenciado em recta tenha, obrigatoriamente e de forma exclusiva, exercitar funções puramente jurídicas. Aliás, pela valia que tem, entendo que qualquer cidadão deveria ter um curso de recta ou, pelo menos, noções básicas de recta.

A universidade funciona também porquê forma de recrutar os melhores alunos para o seu escritório?

A PRA é bastante criteriosa nos seus processos de recrutamento, procurando selecionar os alunos que mais e melhor se identificam com o seu DNA. Um desses parâmetros é, naturalmente, o desempenho discípulo. Todavia e uma vez que valorizamos também outras competências, o melhor aluno para a PRA pode não ser necessariamente aquele que tenha as melhores notas.

Escritório da PRA-Raposo Sá Miranda & Associados, em LisboaHugo Amaral/ECO

E ensinar em plena pandemia? Porquê descreve a experiência?

A pandemia implicou alterações significativas na docência, à semelhança do que aconteceu com a grande maioria das atividades profissionais. Essas alterações passaram, em determinados momentos, porquê o presente, pela substituição das aulas presenciais por aulas à intervalo. Considero esta novidade verdade negativa, pois não há zero que substitua os momentos de contacto presencial e a interação que os mesmos proporcionam e que, na minha opinião, são essenciais num processo de aprendizagem.

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