PF afirma que assessores entregaram celulares a Daniel Silveira na prisão – 02/03/2021 – Poder

-

- Publicidade -

A Polícia Federalista encaminhou um relatório ao STF (Supremo Tribunal Federalista) em que afirma que assessores do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) foram os responsáveis por entregar dois celulares ao parlamentar na prisão.

Silveira foi recluso por ordem do ministro do Supremo Alexandre de Moraes em 16 de fevereiro e, no dia 18, a PF encontrou dois aparelhos telefônicos no sítio em que estava represado na superintendência da corporação no Rio de Janeiro, o que é proibido.

A polícia registrou os assessores entregando um celular a Silveira e afirma que eles aproveitaram o veste de o legista do deputado ter participado do encontro para conseguir entregar os aparelhos. A reportagem tentou contato com o legista, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

“As imagens revelam, claramente, que o legista André Rios viu, nas duas ocasiões, os aparelhos sendo entregues para o deputado recluso provisoriamente, sendo notório que a sua presença na visitante a torna uma audiência privada com o cliente custodiado, ou seja, a garantia do sigilo da conversa entre o legista e o cliente, possivelmente, foi utilizado pelos assessores do deputado, para ingressão e entrega dos aparelhos”, diz o relatório.

- Publicidade -

Silveira foi recluso em flagrante por decisão de Moraes em seguida publicar um vídeo nas redes sociais em que ofendeu ministros do Supremo e defendeu o AI-5, ato da ditadura militar que destituiu três ministros do STF da idade.

A PF sustenta que o deputado participou do transgressão, uma vez que o Código Penal prevê o delito de “ingressar, promover, intermediar ou facilitar” a ingressão de celular em estabelecimento prisional.

“As imagens deixam evidente a participação do próprio deputado na conduta descrita no cláusula 349- A do Código Penal, especificamente no núcleo do verbo ‘promover’, já que o custodiado recebe os aparelhos das mãos de seus assessores, sendo um deles o responsável pela cautela dos mesmos, e os esconde em sua calça”, afirma o relatório.

- Advertisement -

A polícia justifica que adaptou o alojamento feminino da superintendência da corporação para receber o deputado.

“Foi relatada a exiguidade de revista pessoal nos assessores, advogados e parlamentares, que visitaram o deputado federalista (pela exiguidade de detectores de metais na delegacia), assim porquê a exiguidade de um protocolo predefinido para custódia de presos naquela Unidade, situação excepcionalíssima”, afirma.

Devido a uma câmera instalada na sala de recepção da delegacia, que foi improvisada para o deputado receber visitas, a PF identificou os responsáveis pela entrega dos celulares.

Moraes determinou que a polícia realize a perícia nos celulares.

- Publicidade -

Em prova à PF sobre os aparelhos, Silveira disse que entre sua prisão, na terça-feira (16), e o dia seguinte, foi “muito tumultuado”, com várias lideranças de seu partido, o PSL, querendo fazer contato.

Disse também que havia uma reunião de líderes da Câmara que decidiriam sobre o seu direcção e, que em razão desse “quadro atípico” e “por não ter feito uso do seu recta constitucional de telefonar para sua família”, ele pediu a um dos assessores que o visitavam para usar o celular.

Silveira afirmou que, autorizado por um policial, ligou para a mãe, “pessoa idosa, doente e que estava muito preocupada”.

E que consultou o grupo de WhatsApp de parlamentares da sua base política, a término de ver se havia alguma novidade sobre a movimentação na Câmara quanto a sua prisão.

O deputado disse que havia muitas pessoas na sala e, “porquê de uso, colocou os seus celulares no bolso e permaneceu com eles”.

“Não tinha qualquer intenção de lesar as regras, até porque em seguida a relação permitida, não houve qualquer outra, ou seja, qualquer contato com pessoas fora da unidade policial”, afirmou.

O parlamentar disse que abriria mão do seu sigilo telefônico para que seja verificado se foram realizadas ligações, além da supostamente autorizada pela poder policial.

Em seguida a prisão, no dia 20, Moraes atendeu pedido da PGR (Procuradoria-Universal da República) e autorizou a brecha de outra investigação contra Silveira para apurar se ele cometeu o transgressão de desacato e por infração de medida sanitária preventiva.

Isso ocorreu devido à recusa do parlamentar em usar máscara no IML (Instituto Médico-Lítico) Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro, e também por pretexto das ofensas desferidas por ele contra uma policial social que pediu a ele que usasse o secundário, necessário para circundar nas dependências do prédio.

- Publicidade -

Compartilhe

Recent comments