Os advogados devem uma resposta ao povo brasiliano. Por Kakay

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Kakay. Foto: CARLOS HUMBERTO/SCO/STF

Do jurisperito criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay:

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A advocacia brasileira deve uma satisfação à sociedade, à região. Está absolutamente comprovado que o Presidente da República fez uma opção de não comprar vacina, por uma definição política, desde meados do ano de 2020, e isto é a maior razão do caos, do número incalculável e desproporcionado de mortes. Não são somente as bravatas deste Presidente sádico e que cultua a morte. A necropolítica é a tônica do governo federalista. A postura de fadiga às determinações da ciência é acintosa e criminosa. Somos hoje pária internacional e zombaria entre os países. Esta questão política não é o ponto a ser enfrentado. O que nos cabe, porquê advogados, é promover uma estudo criteriosa e técnica dos crimes que ocorreram. Os advogados, principalmente os advogados criminais, devem uma resposta ao povo brasiliano. O Supremo Tribunal não tem faltado ao país. O Ministro Lewandowski é hoje, de indumento, o Ministro da Saúde. Os Governadores e os Prefeitos estão agora se mobilizando. O Congresso tem o obrigação de ocupar o espaço vazio deixado por um Executivo que cultua a morte. Os médicos e as equipes de saúde estão exauridos, esgotados. Não suportam mais. É desumano. Enquanto o Presidente diz que devemos deixar de “mimimi”, os responsáveis pelas UTIs estão à beirada da completa exaustão. É vexante ver o descaso do Presidente com os profissionais de saúde e é nauseante ver a falta de empatia com os familiares e amigos dos infectados. 260 milénio mortos oficialmente; certamente o número é muito maior. Não é digno de nossa segmento não reagir. Não é honesto mantermos uma atitude de preterição. A advocacia não pode deixar de se manifestar. Respeitosamente conclamo os meus queridos colegas a enfrentar nascente quadro criminoso. A solidariedade tem que ser estampada em uma ação efetiva. O nosso silêncio será uma imperdoável preterição.




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Fernando Miller

Fernando Miller, paulistano, jurisperito, palmeirense

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