Operação prende advogados suspeitos de servir como mensageiros de membros de organização criminosa no Pará | Pará

Uma operação da Justiça do Pará prendeu nesta quarta-feira (1º) cinco pessoas suspeitas de envolvimento com uma facção criminosa que atua nos presídios do estado. Chamada de “Operação Pombo”, a ação ocorreu nos municípios de Belém e Salinópolis, nordeste do Pará. Entre os suspeitos, estão dois advogados.

Os mandados de prisão preventiva foram obtidos após o Ministério Público do Pará, por intermédio do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentar à Justiça evidências do envolvimento dos advogados no crime.

De acordo com as investigações do Gaeco, os dois advogados vinham funcionando como mensageiros ao servirem de ligação entre membros de facção que estão presos e dos que estão soltos. As informações seriam repassadas durante as visitas feitas pelos advogados aos estabelecimentos prisionais do Pará.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão foram apreendidos bilhetes manuscritos e aparelhos eletrônicos. Segundo o Gaeco, um relógio apreendido em posse de um dos advogados era utilizado para gravar as mensagens nas visitas carcerárias.

O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado informou que os bilhetes manuscritos eram destinados a diversos integrantes da facção criminosa. Entre eles estão David Palheta Pinheiro (vulgo Bolacha) e o presidente da facção, Leonardo Costa Araújo (vulgo L-41). Ambos estão foragidos no Rio de Janeiro.

O Ministério Público destacou que um dos argumentos para a decretação e manutenção da prisão provisória foi o fato dos constantes ataques ordenados por integrantes de facções criminosas às forças de segurança do Pará.

Junto com o Gaeco, participaram da Operação Pombo nesta quarta o Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. As investigações prosseguem sob sigilo.

A Operação Pombo foi instaurada em junho de 2021 para apurar a relação ilícita de advogados com integrantes de facções criminosas que se encontram custodiados em estabelecimentos prisionais paraenses.

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