Operação Lava Jato “corroeu o Estado de Recta”, afirma jurista de Lula – 18/02/2021

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.O jurista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, afirmou em entrevista à Sucursal Efe que a Operação Lava Jato “corroeu” o Estado de Recta no Brasil e provocou graves reflexos na justiça, na economia e na soberania do país.

“É um grande escândalo para a justiça brasileira, que precisa ser investigado. É hora de emendar o dano que a Lava Jato fez à justiça brasileira e ao país uma vez que um todo, à soberania” do Brasil, explicou Zanin, que conduz a resguardo do ex-presidente em diversos processos.

Lula, de 75 anos, responde em liberdade a duas condenações por prevaricação, em seguida passar um ano e sete meses recluso, sob a argumento de ter recebido um triplex no Guarujá (SP) uma vez que propina da construtora OAS, que teria sido favorecida em contratos com a Petrobras.

A resguardo do ex-mandatário pretende conseguir a anulação das duas condenações no Supremo Tribunal Federalista (STF), que ainda retomará o julgamento de um habeas corpus – no qual os advogados de Lula questionam a imparcialidade do ex-juiz federalista Sergio Moro, que expediu a sentença no caso do imóvel localizado no litoral paulista.

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Entre as provas, a resguardo ressalta o traje de que, em seguida sentenciar o ex-presidente, Moro passou a integrar o governo de Jair Bolsonaro uma vez que ministro da Justiça, função que deixou no ano pretérito, ao renunciar em seguida desavenças com o mandatário.

“Apresentamos provas da atuação absolutamente comprometida e parcial. Mostramos que tudo isso está entrelaçado com o traje de que o logo juiz tinha a intenção de retirar Lula da vida política do país, enquanto que ajudou a seleccionar o presidente Bolsonaro e foi participar do governo”, argumentou Zanin.

DENUNCIA DE COMPLÔ

A alegada parcialidade de Moro, segundo o jurista, também está respaldada por uma série de mensagens trocadas entre os integrantes do Ministério Público Federalista do Paraná e Moro, que foram acessadas pela resguardo em seguida uma decisão por maioria da Segunda Turma do STF.

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Zanin aponta que as conversas, obtidas por hackers e entregues parcialmente ao portal “The Intercept”, confirmam um “complô entre a denunciação e o juiz”, com a “intenção deliberada de sentenciar e deslegitimar” o ex-presidente.

“A Lava Jato abriu processos para promover uma verdadeira cruzada jurídica contra Lula”, disse o jurista de resguardo, ressaltando que as mensagens entre Moro e os promotores mostram que o juiz orientou a ação deles, no que classifica uma vez que uma clara violação da lei.

ANULAÇÃO DOS TRÊS PROCESSOS

Moro, que expediu a sentença no chamado “caso do triplex”, pela qual Lula foi sentenciado a oito anos e dez meses de prisão, também tem atuação em outros dois processos contestada pela resguardo.

Em um deles, referente a um sítio na cidade de Atibaia, também em São Paulo, o ex-presidente foi sentenciado por ter se beneficiado de reformas milionárias que foram realizadas por três construtoras no imóvel, cuja propriedade foi atribuída a ele.

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Na outra ação, Lula é réu de receber um terreno uma vez que propina da Odebrecht para a construção da sede do Instituto Lula.

“Pedimos expressamente que, uma vez reconhecida a parcialidade de Moro no caso do triplex, as consequências jurídicas se estendam aos dois outros processos em que Moro atuou”, declarou o jurista.

Zanin lembrou que se o pedido de anulação for asilado pelo STF, Lula recuperará os direitos políticos que perdeu em seguida a confirmação da pena em segunda instância.

Sendo assim, o petista poderia concorrer nas eleições presidenciais de 2022, quatro anos em seguida ter ficado fora da corrida eleitoral vencida por Jair Bolsonaro.

“Nossa atuação é no campo jurídico: anular os processos e estabelecer os direitos do ex-presidente. Se ele se candidatará ou não, extrapola nossa atuação”, declarou.

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