Morre criminalista René Dotti, jurisconsulto da Petrobras na Lava Jato

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O jurisconsulto René Dotti, um dos mais importantes criminalistas do Brasil, morreu nesta 5ª feira (11.fev.2021), aos 86 anos, em Curitiba, sua cidade natal. Segundo o escritório de advocacia da família, ele morreu em morada depois passar mal e ter uma paragem cardíaca.

Durante sua curso, Dotti trabalhou em diversos casos envolvendo a resguardo dos direitos humanos e da liberdade de frase. Durante a ditadura militar, defendeu pessoas perseguidas e chegou a ser monitorados pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), órgão repressor da ditadura.

Na estação da redemocratização, Dotti participou ativamente da luta pelos direitos de jornalistas, sindicalistas, professores e estudantes. Na dez de 1980, chegou a ser secretário estadual de Cultura do Paraná.

Em 1990, o jurisconsulto foi coautor do pedido de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. Também participou de muitos casos de repercussão pátrio, porquê o caso do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Rebento, sentenciado por duplo homicídio. Atuava na Lava Jato porquê assistente de arguição pela Petrobras.

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Em Curitiba, Dotti era professor titular de Recta Penal da Universidade Federalista do Paraná. Também mantinha estreita relação com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) estadual, integrando diversas comissões, inclusive a Percentagem da Verdade da OAB-PR.

Em nota, o presidente da OAB-PR, Cássio Telles, lamentou a morte do “professor René” e afirmou que levante é um dos dias mais tristes para a advocacia paranaense.

A figura do professor René era referência da advocacia paranaense no cenário pátrio e internacional. Um democrata, um patrono das liberdades, um humanista, um incentivador da cultura, um jurista, um exemplo de pai de família, enfim, um varão completo, alguém que será lembrado para sempre na história do Paraná e do país. É uma perda irreparável para o Brasil.

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René Dotti deixa esposa, duas filhas e 4 netos. Em saudação à sua trajetória na advocacia, a OAB-PR decretou luto solene por 3 dias.

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