Minoritários acusam operador de informações privilegiadas e acionam CVM – Money Times

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A operação pode ter rendido murado de 18 milhões de reais, um volume nunca antes registrado na bolsa paulista em casos uma vez que esse, segundo o economista (Imagem: REUTERS/ Sergio Moraes)

A associação que representa investidores minoritários Abradin apresentará à Percentagem de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira uma representação pedindo a investigação de um operador que teria feito movimentação suspeita com ações da Petrobras (PETR3;PETR4) no mercado de opções, afirmou à Reuters o presidente da entidade, o economista Aurélio Valporto.

A operação, segundo o presidente da Associação Brasileira de Investidores, teria ocorrido entre uma reunião em Brasília em que se teria definido a saída do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e a indicação do general Joaquim Silva e Luna para assumir o comando da companhia.

Um operador comprou um volume significativo de opções da petroleira apostando na queda dos papéis da estatal.

A operação pode ter rendido murado de 18 milhões de reais, um volume nunca antes registrado na bolsa paulista em casos uma vez que esse, segundo o economista.

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“Já está muito simples que houve violação e tem evidências sobre isso tudo. A sociedade e o judiciário precisam entender que isso é roubo. São pessoas ganhando e, se não houver punição, a credibilidade do mercado é minada e nunca teremos nele uma manadeira de financiamento do país”, disse Valporto à Reuters.

“A operação com a opção tinha tudo para virar pó, mas quem fez isso, comprar 4 milhões de opções, sabia que ia desabar mais ainda. Não há dúvidas que houve vazamento sobre a troca na Petrobras, violação de ‘insider trading’.”

As ações preferenciais da Petrobras, que operavam em baixa de 4% no meio da tarde desta quarta-feira, recuaram 22,7% desde o dia 19 de fevereiro.

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A representação à CVM é um primeiro passo para uma investigação mais aprofundada sobre o caso.

A expectativa da Abradin é que o caso seja delicado e guiado ao Ministério Público para um horizonte oferecimento de denúncia contra o protagonista da operação.

O empresário Eike Batista foi sentenciado em fevereiro pela Justiça do Rio de Janeiro a quase 12 anos de prisão por crimes no mercado finan (Imagem: Registro/Fabio Rodrigues Pozzebom/Escritório Brasil)

“A CVM é o primeiro passo, até porque ela sabe de todas as operações que ocorrem na B3. Esperamos que a CVM dê uma satisfação e, se ela e o MP não fizerem zero, nós faremos na Justiça, uma vez que fizeRiomos com o Eike”, disse Valporto.

O empresário Eike Batista, que esteve dentre os homens mais ricos do mundo, foi sentenciado em fevereiro pela Justiça do Rio de Janeiro a quase 12 anos de prisão por crimes no mercado financeiro. Eike pegou uma pena de seis anos e oito meses e multa de quase 409 milhões pelo violação de “insider trading”. Ainda cabe recurso.

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Procurada sobre a operação com opções da Petrobras, a CVM informou que “acompanha e analisa informações e movimentações envolvendo companhias abertas, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário.”

A autonomia disse ainda que “não comenta casos específicos”.

A B3 informou que também não vai se manifestar.

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