Ministério da Saúde libera emprego de todas as doses das novas remessas de vacinas | Jornal Pátrio

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O Ministério da Saúde mudou a estratégia de vacinação contra a Covid. A partir de agora, estados e municípios são orientados a usar todo o estoque entregue pelo governo para a primeira ração. Eles não vão precisar mais fazer suplente para a segunda ração.

O ministro da Saúde anunciou a mudança na estratégia da vacinação aos prefeitos em reunião virtual; prometeu partilhar 4,7 milhões de doses das vacinas na próxima semana até o início de março, tudo talhado somente à emprego da primeira ração. Ou seja, deverá vacinar 4,7 milhões de pessoas.

Explicou que essa próxima remessa é de: 2,7 milhões de doses da CoronaVac, produzidas no Brasil, pelo Instituto Butantan; mais 2 milhões da vacina de Oxford, da AstraZeneca, importada da Índia pela Fiocruz.

Segundo a orientação dos fabricantes, a segunda ração da CoronaVac tem que ser aplicada entre 14 e 28 dias posteriormente a primeira. Já a vacina de Oxford tem um prazo maior: de 4 a 12 semanas entre a primeira e a segunda ração.

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O ministro Pazuello disse que terá estoque suficiente para prometer a emprego da segunda ração dentro dos prazos recomendados pelos laboratórios; e espera receber em março 21 milhões de doses da CoronaVac, produzida no Butantan, e18 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca, segmento produzida na Fiocruz e segmento importada.

Neste momento, cinco estados tiveram que suspender a vacinação por falta de doses e outros cinco disseram que estão no termo do estoque.

O ex-diretor do Departamento de Imunizações do Ministério da Saúde, Júlio Croda, avalia que há pouca ação do governo para comprar vacinas e diz que a mudança de estratégia foi a saída para a falta de planejamento.

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“É um risco que tem que se decorrer para tentar preservar vidas em um momento em que a gente tem a maior média da pandemia, mais de milénio óbitos por dia, há mais de 5 dias. É um risco que teve que ser tomado por falta de planejamento no pretérito na compra de vacinas. Tinha previsões no pretérito de chegada de IFAs em momentos diferentes e isso não se concretizou. A gente tem que permanecer de olho, vigilantes”, afirma o infectologista.

Mas, diante da garantia do governo federalista, o presidente da Frente Pátrio de Prefeitos, Jonas Donizette, do PSB, disse que os municípios vão seguir a novidade orientação do ministério. “Nós vamos fazer de convenção com orientação do ministério. Se ele falar para usar tudo de uma vez, tem que prometer a segunda ração”, diz Jonas Donizette.

Segundo o Butantan, a decisão sobre distribuição de doses da vacina e dos esquemas de imunização é exclusiva do gestor, no caso, o Ministério da Saúde. O diretor do instituto, Dimas Covas, afirmou que as entregas estão garantidas só até abril. “O cronograma está definido. A única incerteza é a partir de abril, que a matéria-prima ainda não chegou. Mas até abril o cronograma está definido”, garante Dimas Covas.

Ainda na reunião com os prefeitos, Eduardo Pazuello prometeu o mudar o Projecto Pátrio de Vacinação para incluir os professores na lista de prioridades a partir de março e disse que fará o pagamento de leitos de UTI desses três primeiros meses do ano.

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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federalista, deu cinco dias para o governo federalista entregar uma novidade lista detalhando os grupos prioritários na vacinação contra a Covid. A lista engloba, entre outros, idosos com mais de 75 anos, profissionais de saúde, idosos em casas de abrigo e indígenas.

Lewandowski quer que o Ministério da Saúde especifique com mais nitidez quem terá precedência dentro do grupo e por quê. Sem a especificação clara, as prefeituras têm feito escolhas distintas. Lewandowski já havia reclamado também da primeira lista entregue pelo governo. A Advocacia-Universal da União entregou na quinta-feira (18) o segundo documento.

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