Maior frigorífico da América Latina terá capacidade para amesquinhar 23 milénio suínos por dia

A China anunciou recentemente a desfecho da maior unidade de abate de suínos do mundo. Em 2023, será a vez do Brasil lucrar um megacomplexo agroindustrial talhado a suínos, que deverá ser o maior da América Latina. Trata-se da unidade da Cooperativa Meão Frimesa, que deve inaugurar em 2023 um mega-frigorífico, na cidade de Assis Chateaubriand (PR), com promessa de triplicar a produção.

“Atualmente a nossa capacidade de abate está em 8,3 milénio suínos por dia. Com a previsão do 4º estágio da obra, previsto para ser concluído em 2032, serão abatidas 23,3 milénio cabeças ao dia, somando as operações das unidades em Medianeira e Marechal Cândido Rondon”, destaca o diretor executivo da Frimesa, Elias José Zydek.

No primeiro estágio de operação, que vai de 2023 a 2025, a projeção é que a capacidade de abate do novo frigorífico seja de 3,7 milénio cabeças/dia. Para o segundo estágio, de 2026 a 2028, o totalidade será de 7,5 milénio cabeças/dia, enquanto para a lanço final, de 2029 a 2031, os abates devem totalizar 11,2 milénio cabeças/dia.

As obras para a construção do frigorífico tiveram início em outubro de 2017. O tamanho do terreno, com 148.000m², condiz com o valor investido na obra, que supera os R$ 3,2 bilhões.

Veja porquê será o maior frigorífico de suínos da América Latina.

De combinação com Zydek, a escolha do sítio para o frigorífico foi estratégica, onde até o aproximação da chuva para captação e escoamento será facilitado.

“A localização de Assis Chateaubriand facilita o deslocamento da produção dos produtores das cooperativas filiadas (Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato), por estarem localizados em sua maioria no oeste do Paraná”, ressalta.

Ainda de combinação com o diretor executivo da Frimesa, oriente novo projeto frigorífico vai contribuir para o fomento da suinocultura na região oeste do Paraná em longo prazo.

“Em 10 anos, o abate da Frimesa triplicará, proporcionando oportunidades de aumento da produção de suínos aos produtores, gerando e diversificando a renda das propriedades. A suinocultura terá avanços tecnológicos e de sanidade, gerando segurança aos consumidores e mais renda na enxovia produtiva”, finaliza.