Mãe de Izadora Mourão pode ter participado da realização do violação, diz legisperito

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A mãe da advogada Izadora Mourão, Maria Nerci, pode ter participado da realização do homicídio da própria filha juntamente com o jornalista João Paulo Mourão, também seu rebento, recluso na última segunda-feira (15). Tal possibilidade foi revelada ao GP1 na noite desta quinta-feira (18) pelo legisperito Mauro Benício Júnior, que está acompanhando o caso porquê representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Troço Piauí (OAB-PI).

Benício Júnior explicou que a OAB, tendo escoltado toda a investigação realizada pela Polícia Social do Piauí, tem a certeza de que não resta outra epílogo senão a de que João Paulo Mourão assassinou a própria mana.

“O nosso trabalho da OAB chegou ao termo nessa primeira período de questionário, nós já estamos bastante satisfeitos com o trabalho da Polícia Social, do DHPP, que trabalhou brilhantemente, juntou todas as pontas e descartou qualquer possibilidade de ter essa Maria, que teria entrado na vivenda com autorização da Izadora”, afirmou o legisperito Benício Júnior.

Foto: Reprodução/Facebook

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Maria Nerci e João Paulo Mourão

Segundo o legisperito, o violação foi premeditado por João Paulo e pela mãe, Maria Nerci. O jurista revela a possibilidade de a idosa de 70 anos ter participado na realização do homicídio, ou seja, ela pode ter desferido golpes contra a própria filha. Isso, no entanto, ainda não foi comprovado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

“Eles [João Paulo e Maria Nerci] arquitetaram tudo desde o primeiro momento, ainda faltam colher algumas provas técnicas, que podem até chegar na participação efetiva da dona Nerci na realização, mas na nossa percepção, todo o planejamento, ela participou de tudo isso. Tem situações, que eu não quero cá revelar, que comprovam a premeditação desse violação. Não foi em uma discussão e eles não decidiram naquele momento tirar a vida da Izadora, eles já vinham aguardando o momento para poder fazer”, destacou.

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Ciúmes

Ainda conforme o representante da OAB, a relação de Izadora com a mãe e o irmão não era das melhores, não por culpa dela, mas por um emulação que Maria Nerci e João Paulo nutriam devido ao traje de o pai, já falecido, ter demonstrado durante toda a vida um maior carinho e zelo com a filha advogada.

Foto: Reprodução/FacebookIzadora Mourão

Izadora Mourão

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“O violação foi dentro de vivenda, foi planejado com requintes de crueldade, foi um violação realmente que a motivação era o relacionamento desgastado entre os familiares, onde a dona Nerci e o João Paulo queriam excluir a Izadora de perto deles. Vem de muito antes, a Izadora era superprotegida pelo pai, até enquanto ele foi vivo tudo era para a Izadora, e criou-se um evidente emulação da dona Nerci e do João Paulo. Quando pai faleceu ela perdeu o solo, aquele protetor, e ela foi tratada porquê estranha, um corpo estranho dentro de um organização que precisava ser extirpado e optaram pela maneira mais cruel”, relatou Mauro Benício Júnior.

Legado

“O pai deixou um patrimônio considerável, que seria metade para dona Nerci e o restante para os três filhos, ela não estava brigando, o problema era que eles não queriam dar zero ou quase zero pra ela”, frisou o legisperito.

Filha de Izadora

Mauro Benício Júnior informou que filha da advogada, Izabela Mourão, estava na vivenda no dia do violação, mas, no momento em que a mãe foi morta ela dormia. “A filha dela estava, mas não teve nenhum entrada, não soube de zero, ela estava dormindo, não teve nenhum envolvimento”, finalizou.

Entenda o caso

Izadora Mourão foi morta a facadas no dia 13 de fevereiro dentro de vivenda, na cidade de Pedro II. A princípio, a família afirmou a polícia que uma mulher chamada Maria teria matado a advogada, no entanto, o DHPP levantou que nenhuma mulher havia ido até a residência naquele dia e concluiu que o irmão dela, João Paulo Mourão, foi o responsável pelo violação.

João Paulo foi recluso na tarde da última segunda-feira (15), porquê principal suspeito de ter assassinado a mana com sete facadas. O DHPP afirma que não restam dúvidas de que o jornalista é o responsável material do violação. Na terça-feira (16), a Justiça do Piauí decretou a prisão preventiva do jornalista.

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