Legista mostra a colegas mensagens com agentes lavajistas

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O legista Nythalmar Dias Ferreira Fruto procurou colegas para mostrar áudios de conversas com agentes que participaram da franquia da “lava jato” no Rio de Janeiro. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, os advogados ficaram espantados com as gravações, ainda que não possam confirmar a autenticidade delas.

Legista disse ter documentos que comprometeriam Marcelo Bretas
Fernando Frazão/Filial Brasil

Nythalmar é investigado sob a suspeita de usar o nome do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federalista Criminal do Rio, para oferecer facilidades a alvos da franquia. Ele foi branco de mandados de procura e mortificação cumpridos pela Polícia Federalista em outubro de 2020.

As suspeitas de que o legista usou o nome do juiz Bretas para vender facilidades nasceu de representação apresentada contra Nythalmar ao Tribunal de Moral da seccional fluminense da OAB, em 2019.

Nythalmar nega as acusações e iniciou uma ofensiva nos bastidores. Ele também tem exibido documentos para justificar que não tentou cooptar clientes. Uma prova é uma missiva do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) negando que o criminalista tenha o procurado, uma vez que foi noticiado. 

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Prenúncio a Bretas

O diretor de Secretaria da 7ª Vara Federalista Criminal do Rio de Janeiro, Fernando Antonio Serro Pombal, afirmou à Polícia Federalista que Nythalmar Dias Ferreira Fruto ameaçou perfazer com a vida pessoal e a curso do juiz da seção Marcelo Bretas se o julgador não arquivasse questionário contra ele, garantindo ter documentos que o comprometeriam.

Pombal prestou esclarecimentos à PF em 10 de novembro. O servidor afirmou que, em 6 de novembro, recebeu uma mensagem no WhatsApp dizendo que, em procura e mortificação feita em 23 de outubro (dia em que Nythalmar foi branco de medida do tipo) na morada de um legista (sem reportar seu nome), a PF apreendeu um notebook onde haveria áudios que comprometeriam o juiz (que também não foi identificado) e a “lava jato”.

Em 10 de novembro, o diretor da 7ª Vara Federalista Criminal do Rio narrou ter recebido uma mensagem no WhatsApp — de outro número — pedindo que lesse os arquivos que estavam sendo enviados e repassasse as informações a Marcelo Bretas.

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Os documentos eram fotos de uma missiva endereçada ao juiz federalista. Na missiva, o subscritor não se identifica, mas deixa simples que é Nythalmar Dias Ferreira Fruto, “inclusive pela riqueza de detalhes no processo da ‘lava jato’ e da forma de narrativa” em relação a Bretas, disse Pombal.

Segundo ele, o responsável da missiva faz uma série de ameaças ao juiz, “inclusive dizendo que acabaria com a vida pessoal dele e sua curso”, assim uma vez que do “Dr. Eduardo”, identificado uma vez que “procurador do MPF” — o patrão da força-tarefa da “lava jato” no Rio é o procurador Eduardo El Hage.

Na missiva, o subscritor afirma ter diversos documentos e arquivos que comprometeriam Bretas. A missiva é finalizada com a recado de que o juiz federalista teria até 10 de novembro para arquivar o questionário contra o responsável.

Pedido de suspeição

O questionário policial que apura as atividades do legista Nythalmar Dias Ferreira Fruto pode forçar Bretas a se declarar suspeito para julgar alguns processos que estão sob sua meio.

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Outro legista, Luís Alexandre Rassi foi quem levantou a questão em petição apresentada ao próprio juiz na semana passada. Rassi relata que terá de depor, na qualidade de testemunha, no questionário que investiga Nythalmar. E o traje de ser legista de Silas Rondeau, que responde ação que corre na 7ª Vara, faz com que Bretas deixe de ser isento. Isso porque o testemunho do legista de Rondeau pode inspirar no desenrolar do caso Nythalmar, tal qual desfecho é de evidente interesse do juiz.

Segundo a tese defendida pelo legista, ele deporá uma vez que testemunha na investigação, que só pode seguir em duas direções. Ou se chegará à peroração de que Bretas é vítima de crimes levados a cabo com o uso indevido do seu nome “ou que o mesmo é coautor de delitos praticados pelo legista Nylthamar Dias Ferreiro Fruto”. Para Luís Alexandre Rassi, em qualquer das situações, é necessário o reconhecimento da suspeição de Bretas.

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