Legisperito de Saab em Cabo Verdejante foi suspenso por injúrias e ameaças

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Em transmitido, o Comando Regional do Sal da Polícia Pátrio referiu que a detenção do jurista cabo-verdiano José Manuel Pinto Monteiro aconteceu tapume das 15:00 de quarta-feira, “momentos depois uma pretensa visitante” – juntamente com outro colega da resguardo – a Alex Saab, que se encontra desde janeiro em prisão domiciliária, sob fortes medidas de segurança.


“Em seguida ser pretérito pelo procedimento de revista de segurança, foi-lhe dito para esperar pelo término do processo junto ao seu colega. Ele não quis cumprir a ordem, reagindo agressivamente e de forma desrespeitosa para com o agente, ofendendo oralmente a distinção e moral deste, em pleno treino da atividade”, lê-se no transmitido.

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A nota acrescenta que o jurista, de “forma intimidatória”, proferiu “uma ameaço ao subchefe principal de serviço no lugar”, de vigilância a Saab, garantindo “que vai contratar pessoas para o estrebuchar”.


A Lusa tentou contactar por vários formas o jurista José Manuel Pinto Monteiro, mas sem sucesso até ao momento.

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A Polícia Pátrio acrescentou que logo depois a detenção foram-lhe comunicados os seus direitos e contactado o representante da Ordem dos Advogados na ilhota do Sal, “dando-lhe conhecimento da detenção e dos factos que motivaram tal desfecho”.


O escritório que assegura a resguardo de Alex Saab, já condenou a detenção do jurista Pinto Monteiro em Cabo Verdejante, quando tentava visitar o seu cliente.

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“Rejeitamos categoricamente a enunciação emitida pelo Comandante Regional na Ilhéu do Sal, da Direção da Polícia Pátrio, relativamente às alegadas ações do Dr. Pinto Monteiro”, afirmou em transmitido de prensa o gabinete que defende Alex Saab em Cabo Verdejante.


A resguardo considera que Pinto Monteiro, que é sócio-gerente da empresa e atualmente o jurista principal em Cabo Verdejante de Alex Saab, “é um dos advogados mais graduados de Cabo Verdejante e tido na mais subida estima pelos seus pares, tanto a nível lugar porquê internacional”.


Pinto Monteiro pretendia entrar na mansão onde Saab está suspenso, para realizar a sua reunião diária com ele, tendo “protestado contra a brusquidão da procura a que foi submetido antes de poder entrar na mansão”.


“Instamos o Governo de Cabo Verdejante a reconsiderar a sua posição e a parar de interferir com a equipa de resguardo do legado Saab no seu recta de trenar os seus deveres profissionais”, afirmou a resguardo.


Alex Saab, de 49 anos, foi suspenso em 12 de junho de 2020 pela Interpol e pelas autoridades cabo-verdianas, durante uma graduação técnica no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilhota do Sal, com base num mandado de conquista internacional emitido pelos Estados Unidos da América (EUA), quando regressava de uma viagem ao Irão em representação da Venezuela, na qualidade de “enviado privativo”.


O Tribunal da Relação do Barlavento, na ilhota de São Vicente, já decidiu por duas vezes — a última das quais em janeiro, ambas com recurso da resguardo — pela extradição de Alex Saab para os EUA.


O Governo da Venezuela exige a libertação de Alex Saab, garantindo que aquando da detenção no Sal, possuía isenção diplomática, pelo que Cabo Verdejante não podia ter permitido nascente processo.


Por ter ultrapassado o prazo lítico de prisão preventiva, o empresário colombiano foi posto em prisão domiciliária no final de janeiro, mas sob fortes medidas de segurança.


Neste processo, os EUA, que pedem a extradição do colombiano, acusam Alex Saab de ter branqueado 350 milhões de dólares (295 milhões de euros) para remunerar atos de devassidão do Presidente venezuelano, através do sistema financeiro norte-americano.

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