Juristas e advogados criticam denúncia contra Boulos

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 Um grupo reunindo 37 juristas, advogados e desembargadores considera arbitrária e grave a denúncia que fez de Guilherme Boulos réu sob delação de invadir o tríplex ligado a Lula no Guarujá.
A avaliação consta em manifesto assinado por profissionais uma vez que o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, pelo legisperito Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e pela desembargadora paulista aposentada Kenarik Boujikian.
“Boulos sequer estava no sítio dos fatos e zero tem a ver com o famoso tríplex”, afirma o documento, que segue: “Atos processuais uma vez que oriente, sem fundamento no recta, qualificam-se uma vez que políticos e arbitrários, com inegável impacto eleitoral. E é por isso que nós, abaixo-assinados, protestamos contra esse estado de coisas, confiando no Judiciário para correção dessa grave distorção”.
A missiva cita mensagens da Operação Spoofing, da Polícia Federalista, que “comprovam atos gravíssimos praticados por alguns integrantes de nosso sistema de Justiça que, afastando-se do tirocínio de suas funções institucionais, atuaram em interesse próprio, com evidente finalidade política-eleitoral”.
“A despeito das assombrosas revelações, casos graves continuam a intercorrer. Há duas semanas, aproximadamente, decisão da 6ª Vara Federalista de Santos, recebeu, sob fundamento impossível (uma verdadeira inviabilidade lógica), denúncia do Ministério Público Federalista, também inviável, contra Guilherme Boulos, o fenômeno eleitoral do último pleito à Prefeitura de São Paulo”.
“A denúncia recebida, que tornou Boulos réu em processo penal, pretende que ele seja culpado por um violação decorrente da invasão do triplex, cuja propriedade foi atribuída a Lula, por manifestantes, membros do MTST”, diz o texto.
O ex-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL Guilherme Boulos virou réu na semana passada, em seguida a Justiça Federalista receber denúncia contra ele e mais duas pessoas acusadas de invasão ao tríplex de Guarujá (SP) atribuído pela Lava Jato ao ex-presidente Lula. O ato ocorrou em abril de 2018, uma vez que protesto à prisão do ex-presidente petista.
A decisão de receber a denúncia do MPF (Ministério Público Federalista) foi tomada pela juíza Lisa Taubemblatt, da 6ª Vara Federalista de Santos (SP).
A magistrada disse que a delação do Ministério Público Federalista “veio acompanhada de peças informativas que demonstram a existência de justa razão para a persecução penal”.
A magistrada deu dez dias para Boulos e os outros dois réus -Anderson Dalecio e Andreia Barbosa da Silva, ambos do MTST- oferecerem resposta à delação por escrito.
Segundo a Procuradoria, eles teriam cometido o violação de “destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por lei judicial ou convenção”, uma vez que indica o cláusula 346 do Código Penal.
A pena prevista é de seis meses a dois anos de prisão, mais multa.

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