Jurisconsulto suspeito de estuprar faxineira é transferido para a Penitenciária Irmão Guido em Teresina | Piauí

Por ser legista, o suspeito estava suspenso em uma cubículo peculiar no 12º Região Policial de Teresina, depois ter sido recluso em flagrante. Nessa quinta-feira (15), o juiz da Medial de Inquéritos de Teresina, Markus Mudo Schultz, decidiu transmudar a prisão em flagrante pela preventiva.

Com a preventiva decretada, Jefferson Moura foi transferido nesta sexta-feira para a Penitenciária Regional Irmão Guido. A informação foi confirmada ao G1 pelo procurador Ademar Canabrava, do 12º Região Policial.

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Piauí, decidiu pela suspensão do registro do legista Jefferson Moura Costa. Depois do ocorrido, a entidade abriu um processo disciplinar, através do Tribunal de Moral e Disciplina, para investigar a conduta do suspeito.

Vítima prestou prova

Medial de Flagrantes de Gênero de Teresina — Foto: José Marcelo/G1

Segundo o prova da vítima, que consta nos autos de flagrante de prisão, por volta das 15h ela chegou com o suspeito no prédio para prestar o serviço de faxineira. A vítima relatou que quando entraram de sege no prédio, o legista teria se virado de forma a evitar que ela fosse vista pelo porteiro.

A faxineira disse que quando entrou no apartamento, o legista trancou a porta. Ela logo foi até um quarto para fazer a limpeza e no lugar encontrou uma grande quantidade de camisinhas novas e usadas, que estariam espalhadas pelo lugar.

Conforme o prova, a vítima afirmou que começou a suspeitar do legista, principalmente porque estranhou a escassez de roupas e objetos femininos, suspeitando que ele havia mentido sobre ter uma esposa. Ela disse ter sentindo alguma coisa estava inexacto e que seria estuprada.

No prova, a faxineira afirmou ter sido surpreendida pelo legista, que a agarrou e logo teria ocorrido o estupro. Segundo a vítima, durante o ato, o legista falava que ela merecia morrer. A mulher destacou que durante o ato forçado, o varão usou camisinha.

A vítima disse que o legista ameaçou matar ela com um tiro de arma de lume. Depois do estupro, o varão teria sentado em um sofá e começado a ler um livro. Foi quando ela procurou uma forma de fugir.

Fingindo estar fazendo a faxina, a vítima percebeu que poderia fugir pela janela, foi quando pulou da sacada do apartamento e pediu ajuda em um prédio próximo. Um morador acionou a polícia.

Segundo os autos de prisão, a Polícia Militar foi acionada e quando foi até o prédio onde o legista mora, flagrou ele chegando no lugar com outra mulher, que também era faxineira.

Jurisconsulto responde por homicídio

O legista Jefferson Moura Costa, responde pelo homicídio do cabo do Tropa Arione de Moura Lima, ocorrido em abril de 2010, no município de Picos, Sul do Piauí.

De congraçamento com o processo, na noite do dia 25 de abril de 2010, o legista atirou no peito da vítima, que estava na lajedo de moradia, no bairro Paraibinha (Cohab). Jefferson chegou a ser recluso depois o delito, mas acabou sendo disposto em liberdade e, 11 anos depois, o caso ainda não foi julgado.

O denunciado estava respondendo em liberdade quando, em novembro de 2014, a Justiça avaliou um pedido de prisão preventiva do Ministério Público. No pedido, o MP afirmava que depois ser solto o réu havia se envolvido em um acidente automobilístico na Bahia, que resultou na morte de duas pessoas.

O órgão disse ainda que o legista foi recluso em flagrante em Teresina por depravação ativa, desacato e porte ilícito de arma de lume. O MP acreditava que caso continuasse em liberdade o denunciado poderia comprometer a ordem pública. O pedido foi rejeitado pelo juiz Nilcimar R. De A. Roble, da 5ª Vara da Comarca de Picos.

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