Jovem de 26 anos acusa advogado de tentativa de homicídio na madrugada do dia da eleição em Itaberaba – Jornal da Chapada

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O jovem Henrique Almeida Lima, de 26 anos, morador do bairro Primavera, em Itaberaba, portal de entrada da Chapada Diamantina, acusa o advogado Aleson Vinicius de Souza Nogueira, de 30 anos, de tentativa de homicídio. Segundo Henrique, o fato ocorreu na madrugada do dia 2 de outubro, por volta, das 4h da manhã.

“Eu estava participando de um churrasco com amigos [são minhas testemunhas], no meu bairro, quando avistamos dois automóveis com adesivos do PT. Estranhando a presença dos veículos, naquela hora da madrugada, fomos saber o que eles estavam fazendo. Ao aproximarmos, um dos veículos fugiu em disparada e o outro, um Honda Civic, de cor branca, com o adesivo do PT na porta, ficou. No interior do veículo estavam duas pessoas, um homem, que depois soubemos que era o advogado Aleson Vinicius de Souza Nogueira”, conta Henrique, conhecido no bairro por ‘Rick Lima’.

“Ao ser abordado por a gente, ele se alterou e reagiu com palavras ofensivas e de baixo calão quando lhe pedimos para nos respeitarmos, pois estávamos em nosso bairro. Éramos, mais ou menos, 10 pessoas. Eu cheguei a lhe pedir para baixar o tom de voz, pois um homem não pode ter medo de outro, e sim, respeitar. A discussão foi interrompida pela turma do ‘deixa disso’ e, quando eu já estava saindo de perto do carro, ouvimos oito disparos, sendo que uma das balas me atingiu de raspão, como mostro as balas em minhas mãos e minha camisa e jaqueta furadas”, completa o jovem.

Ainda conforme depoimento de Henrique, ele já foi na delegacia registar o boletim de ocorrência (BO). No entanto, ao chegar na delegacia, foi informando que o advogado já havia registrado ocorrência como vítima. O Jornal da Chapada teve acesso ao BO registrado pelo advogado, que alega que estava passando pelo bairro, por volta das 3h30 da manhã, vindo do bairro Parque das Águas, onde deixou sua namorada.

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No BO, o advogado admite que efetuou os disparos, mas foi para o chão. “Eu sou um rapaz trabalhador, meu único crime foi lhe perguntar o que fazia em nosso bairro naquele horário, véspera de eleição. Eu estou vivo por um milagre de Deus. Sem falar, que ele só registrou o BO primeiro porque fiquei sem ação, sem saber o que fazer, sem falar que fui coagido pelo irmão dele pra deixar isso pra lá”, conclui Henrique Almeida Lima.

O jovem morador de Itaberaba aproveita os espaços concedidos por entrevista para clamar providências das autoridades policiais, do Ministério Público, dos movimentos de direitos humanos e também para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na representação da subseção de Itaberaba.

Jornal da Chapada

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