Jornalistas compraram projeto da “lava jato”, diz colunista da Folha

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A jornalista e colunista do jornal Folha de S.Paulo Cristina Serra afirmou que a prensa se empenhou em atuar junto com procuradores da “lava jato” de Curitiba e comprou o projeto de poder vendido pelos integrantes do Ministério Público Federalista no Paraná. A enunciação foi feita durante estudo na TV 247

Segundo Cristina Serra, jornalistas compraram projeto de poder da “lava jato”
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“Quando eu falo da prensa, na verdade eu estou falando quase sempre das empresas, das posições que elas tomam. No entanto, no caso da ‘lava jato’, eu observo uma coisa que acho muito grave: o engajamento de repórteres, de jornalistas que individualmente compraram essa história do projeto da ‘lava jato que ia completar com a devassidão no Brasil”, disse. 

Segundo Cristina Serra, “você tem um conjunto de troca de mensagens entre jornalistas e a força-tarefa, os procuradores, Deltan Dallagnol sobretudo, que é comportamento completamente intolerável, inadmissível, inoportuno”.

“É isso que eu chamo de jornalismo pervertido, porque é uma perversão totalidade. Tem repórteres que estavam ali na risco de frente da apuração das investigações que sacrificaram completamente a independência, deixaram de usar seu tino crítico em troca de ter aproximação às fontes com rapidez, aproximação aos documentos e às delações. Esse é o pior dos mundos do jornalismo.”

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Atuação decisiva

Conforme mostrou a ConJur em notícia publicada no último dia 11, jornalistas tiveram papel decisivo na “lava jato”. O jornalista Thiago Prado, da Veja, por exemplo, chegou a sugerir a Dallagnol prisão de pessoas. Também fornecia mensagens para incriminar terceiros suspeitos, além de documentos e extratos bancários. 

O jornalista chegou a festejar quando Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, foi recluso por justificação dele. Prado, que vive no Rio, implorou por uma “ponte” com a Procuradoria-Universal da República para entregar o que considera provas para sentenciar pessoas. O chat compreende o período de abril de 2015 a junho de 2016.

Outro valor do jornalista foi provocar o caso que gerou buscas e apreensões nas casas e escritórios de 26 advogados que trabalharam para a Fecomércio do Rio de Janeiro. Ele oferece ao procurador as notas fiscais que diz ter do escritório do jurisperito Roberto Teixeira contra a Federação. Uma vez que Deltan zero responde em março de 2016, Prado volta a martelar no mês seguinte. Sem qualquer relação com “lava jato” ou Curitiba, o evento, naturalmente, só poderia ser transportado pelo Rio de Janeiro que, mais tarde, entraria no objecto.

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O jornalista mostrava certa fixação com o senador Romário (PODE-RJ) que, pelo missão, não poderia ser investigado em Curitiba. Ele pede quebras de sigilo e insiste também em culpar o banqueiro André Esteves.

“Assim uma vez que eu colaborei lá detrás entregando todos os e-mails do Cerveró para vocês, por obséquio, peço essa ajuda para desmontarmos essa farsa”, pede o repórter. Em oferecido momento, Dallagnol brinca, dizendo que o jornalista já pode entrar para o Ministério Público.

O Contraditor

Comunicadores do O Contraditor também mantiveram um relacionamento próximo com a ‘lava jato’, conforme revelou o site The Intercept Brasil.

Segundo a reportagem, procuradores da força tarefa “agiram politicamente”, usando uma vez que “porta-voz” o site O Contraditor, do qual fazem secção os jornalistas Diogo Mainardi, Mario Sabino e Claudio Dantas. As afirmações foram feitas com base em diálogos obtidos pela equipe do Intercept.

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Para a publicação, as conversas tornadas públicas nesta segunda deixam evidente que “a ‘lava jato’ e O Contraditor se veem uma vez que parceiros”.

Houve relacionamento promíscuo, segundo a reportagem, porque integrantes da força-tarefa solicitaram aos jornalistas a não publicação de algumas notícias, pedido que foi acatado.

A relação privilegiada entre ambos também se verificou porque os jornalistas consultaram os procuradores para saber que candidato a procurador-geral da República (PGR) eles estavam apoiando.

Aliás, jornalistas do site também sugeriram a procuradores, com base em boatos, que investigassem fatos que pudessem atingir o PT. Foram atendidos, ao menos inicialmente, afirma a reportagem.

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