João Baldasserini: “Ser pai em 2021 é o maior papel que eu já peguei” – GQ

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João Baldasserini (Foto: Caio Oviedo)

Ele flertou com a advocacia ainda jovem, mas logo foi fisgado por sua verdadeira e eterna paixão: a arte. Fruto de cantora, João Baldasserini cursou artes cênicas no Conservatório Dramático e Músico de Tatuí e na Escola de Artes Dramáticas da USP antes de ser uma estrela dos palcos e telas.

Sua trajetória artística profissional começou no teatro e passou pelo cinema, com destaque para Risco de Passe, indicado ao prêmio de Melhor Filme no Festival de Cannes. Depois, desembarcou na TV, onde fez o maior número de trabalhos. São 10, ao todo, incluíndo Haja Coração e Salve-se Quem Puder, folhetim das 19h da Rede Mundo que volta dia 22. 

Saindo da esfera profissional, João tem uma história uno e com um toque de dramaticidade: seu pai sofria com alcoolismo, e não foi muito presente na sua vida. Por um outro lado, sua mãe, que era cantora, tornou-se monge budista e acabou casando o próprio fruto.

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Toda essa experiência o amadureceu. João, hoje, tenta ser oposto do seu pai com Heleno, de 1 ano: “Com base na minha história, eu pretendo ser o mais presente verosímil, e poder participar ativamente da vida do meu fruto. Quero ser seu melhor camarada, seu companheiro e dividir muitas alegrias e aprendizados juntos”, diz o ator, em papo com a GQ Brasil. Com a paternidade atual em regular discussão – e evolução, ele crava: “Ser pai em 2021 é o maior papel que eu já peguei”.

Em meio à correria da vida pessoal e profissional, João tirou um tempinho para maltratar um papo conosco. Na taxa, curso, gravações em meio à pandemia, e evidente, paternidade – entre outros assuntos. Leia a conversa na íntegra:


João Baldasserini (Foto: Caio Oviedo)

João Baldasserini (Foto: Caio Oviedo)

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GQ Brasil: Para iniciar, conte pra gente, com mais detalhes, uma vez que você foi fisgado pela arte, uma vez que quase exerceu a profissão de legisperito?

João Baldasserini: Eu tinha dezessete anos, era um jovem, uma vez que muitos: inseguro, tímido, introspectivo e pleno de complexos de inferioridade. O curso de recta na verdade foi uma opção aleatória unicamente.

O teatro não!  A decisão de fazer teatro veio primeiro no momento em que resolvi me inscrever num curso da escola. Não sei uma vez que tive coragem de fazer isso na estação, unicamente coloquei meu nome na lista de inscritos.

Durante as aulas de teatro, fui percebendo que eu tinha uma particularidade, que eu tinha uma opinião, que eu tinha medos, e coragens dentro de mim. Foi paixão à primeira vista. Me senti poderoso, empolgado, inspirado, curioso pela vida, pelo ser humano. Percebi que eu passei a sorrir com os olhos. Não sabia até portanto que eu ia me tornar um profissional, mas sabia que eu queria fazer aquilo pelo resto da minha vida.

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GQ Brasil: Uma vez que você costuma se preparar para interpretar seus personagens?

João Baldasserini: O processo é de dentro pra fora, do psicológico para o físico. Primeiro, vejo o que tenho de características daquele personagem para contribuir na formação. Quando não me identifico com o personagem, passo para a reparo, para a pesquisa, estudo aprofundado. Vou detrás de referências. Às vezes próximas a mim, meus amigos, familiares, às vezes em filmes, livros. O importante é ter uma formação com estofo. Humano.

GQ Brasil: Qual é a principal presente que você tem das gravações de Haja Coração? Tem alguma curiosidade de bastidor que você possa compartilhar com a gente?

João Baldasserini: Foi a primeira romance em que eu ganhei um personagem opositor, que depois se tornou até protagonista. Lembro que foi muito exaustivo o ritmo das gravações. Conforme a repercussão crescia em torno do Beto, mas eu gravava, mais cansado ficava, e mais feliz estava. Foi maravilhoso! Teve uma cena que eu gravei com a Mariana, onde o Beto e Tancinha ficavam presos dentro de um elevador, e o Beto começava a ter uma crise de pânico intensa. Foi uma cena “fácil” de fazer, eu tratei de síndrome do pânico durante 10 anos da minha vida.

GQ Brasil: Qual é a valor que Haja Coração tem na sua curso?

João Baldasserini: Em 16 anos de curso, tive alguns trabalhos que deram aquela alavancada na minha trajetória. Um deles foi Haja Coração. Depois dela, gravei mais três novelas seguidas, todas indo pro lado do humor. Me sinto mais seguro e optimista uma vez que ator.

GQ Brasil: Uma vez que foi retornar às gravações de Salve-se Quem Puder?

João Baldasserini: A expectativa era grande para o retorno das gravações. Depois de meses retirado, estava com saudades de fazer o que eu senhor, do Zezinho e toda equipe – mesmo sabendo que a gravação seria dissemelhante, em razão dos protocolos de segurança.

João Baldasserini (Foto: Caio Oviedo)

João Baldasserini (Foto: Caio Oviedo)

GQ Brasil: Tem qualquer spoiler que você pode nos passar sobre a prolongação desta romance (risos)? 

João Baldasserini: Vai rolar muita emoção, muita ação. Não posso revelar em detalhes os acontecimentos com o Zezinho, mas para despertar uma curiosidade, eu posso manifestar que ele, em um patente momento, tem o seu coração partido.

GQ Brasil: Entre TV, teatro e cinema, tem qualquer habitat que você se identifica mais?

João Baldasserini: Eu acredito que o verdadeiro ator tem sua formação no teatro. Sendo assim, o teatro é a moradia, o habitat, o lugar onde o ator revela sua potência. Eu senhor o teatro, mas a tv e o cinema são linguagens muito importantes também para o desenvolvimento do ator. Na real, entre as 3 linguagens, eu prefiro aquela que tem a melhor história para ser contada.

GQ Brasil: Sobre paternidade: quais foram os aprendizados que você teve, ou deixou de ter, na sua puerícia que você passa e pretende ainda passar pro seu fruto?

João Baldasserini: Bom, por conta da separação dos meus pais quando eu ainda tinha seis anos de idade, fiquei sem muita referência da figura paterna. Minha mãe foi pai também. E foi maravilhosa!  Com base na minha história, eu pretendo ser o mais presente verosímil, e poder participar ativamente da vida do meu fruto. Quero ser seu melhor camarada, seu companheiro e dividir muitas alegrias e aprendizados juntos.

GQ Brasil: Uma vez que a paternidade está mudando sua vida?

João Baldasserini: Sem incerteza nenhuma, está mudando para muito melhor. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Estou descobrindo um lado meu escrupuloso, zeloso, protetor e atento. Antes eu achava que pudesse ter essas características, mas hoje tenho certeza. Meu fruto tem revelado o melhor de mim, e eu transfiro para ele tudo em duplo. Eu o senhor com toda minha força.

GQ Brasil: Uma vez que é ser pai em 2021, na sua visão?

João Baldasserini: O mundo está sempre em regular mudança, e o ser humano não é dissemelhante. Eu tenho me preocupado mais comigo, com as minhas atitudes, meus conceitos, sempre revendo e pensando em uma vez que ser uma pessoa melhor, mais equilibrada, mais serena e sensata, num mundo atualmente muito confuso, pleno de informações e preconceitos. Ser pai em 2021 é o maior papel que eu já peguei.

GQ Brasil: Conta mais pra gente sobre essa história curiosa que sua mãe, que era cantora, virou monge budista e te casou…

João Baldasserini: Minha mãe é uma mulher incrível, de uma força e preceito que tento sempre me espelhar. Eu costumo manifestar que ela já fez de tudo um pouco: foi modista, vendedora, apresentadora deTV.  Foi candidata a vereadora, cantora e, agora, encontrou no budismo um jeito lindo de viver. Estou muito feliz por ela. Ela sempre me apoiou, esteve do meu lado, acreditou em mim. Não teria sentido uma outra pessoa realizar meu himeneu. Foi lindo e emocionante ver minha mãe ali na minha frente falando tantas palavras importantes uma vez que sempre fez. Tenho eterna gratidão por ela.

GQ Brasil: O quanto ela te inspirou na arte?

João Baldasserini: Quando eu era garoto, via minha mãe trovar. Assistia às serenatas de paixão que ela era contratada para fazer. Eu achava lindo e deslumbrava aquela magia toda que ficava no ar. Ela me inspirou muito em sua coragem, preceito e talento. Ela insistiu incansavelmente para eu ir detrás do meu sonho de ser ator. Hoje eu tenho orgulho de ter ela na minha plateia, e sempre que eu posso eu agradeço a ela por tudo.

João Baldasserini (Foto: Caio Oviedo)

João Baldasserini (Foto: Caio Oviedo)

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