Ibovespa fecha em queda, mas acumula alta de 1,17% na semana; dólar tem queda semanal de 1,53%

Depois de responder de forma amena à guerra na Ucrânia ao longo da semana, o Ibovespa não resistiu à escalada dos conflitos e recuou nesta sexta-feira (4), em linha com o comportamento das Bolsas no exterior. O índice, que quase renovou pontuação máxima em 2022 nos negócios de ontem, chegou a despencar abaixo dos 114 mil pontos, mas conseguiu encerrar a sessão distante das mínimas.

As sanções impostas à Rússia por Estados Unidos e outros aliados da Ucrânia tiveram um efeito rebote nos mercados. O medo é que os russos interrompam o fornecimento de matérias-primas, como petróleo e insumos agrícolas, impactando a dinâmica das exportações. Hoje, autoridades russas chegaram a recomendar que as vendas de fertilizantes para o exterior sejam interrompidas.

Além disso, os russos bloquearam redes sociais como Facebook e Twitter, à medida que empresas e marcas internacionais abandonam o país governado por Vladimir Putin.

Uma terceira rodada de negociações sobre um cessar fogo na Ucrânia está prevista para o fim de semana. Enquanto isso, o petróleo tipo Brent ultrapassou os US$ 118 pela primeira vez em dez anos.

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O Ibovespa fechou em queda de 0,6%, aos 114.473 pontos, com giro financeiro de R$ 27,9 bilhões. Mesmo com o desempenho negativo da sessão, o Ibovespa acumulou ganhos de 1,17% na semana. As companhias aéreas voltaram a liderar perdas do índice. Essas empresas são impactadas pela perspectiva de alta de custos com combustíveis, ao mesmo tempo em que são impostas restrições de espaço aéreo.

Os papéis da Azul (AZUL4) encabeçaram as baixas, recuando 7,77%, a R$ 21,83. Gol (GOLL4) veio na sequência, em queda de 7,64% a R$ 14,86. CVC (CVCB3) foi a terceira colocada, em baixa de 6,67%, a R$ 11,06.

Na ponta positiva, ações do segmento de papel e celulose, com Suzano e Klabin na dianteira. Os papéis da Vale renovaram máxima no ano, subindo 2,28%, a R$ 101,977. Petrobras não acompanhou a alta do petróleo e recuou por mais um dia seguido: os papéis PETR3 caíram 0,67% e os PETR4 fecharam em baixa de 0,03%.

O dólar fechou em alta de 1%, a R$ 5,077; porém, na semana, a moeda americana recuou 1,53%. Enquanto isso os juros futuros continuam subindo nos principais contratos: DIF23, + 0,13 pp, a 12,98%; DIF25, + 0,17 pp, a 11,97%; DIF27, + 0,15 pp, a 11,70%; DIF29, +0,14 pp, a 11,80%

Em Nova York, as Bolsas voltaram a amargar perdas: o Dow Jones fechou em queda de 0,53%, aos 33.614 pontos; S&P 500 recuou 0,79%, a 4.328 pontos e a Nasdaq fechou em baixa de 1,66%, a 13.313 pontos.

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