“Foi um atestado de incompetência“, assim definiu o advogado Claudio Dalledone Júnior sobre a negativa por parte de uma juíza de um assistente técnico que sugeriu, em depoimento, que a morte de Henry Borel foi por ‘incompetência do hospital’. Essa foi uma das fala polêmicas do advogado convidado da estreia do programa Tribunal da Notícia, na Banda B, com apresentação do jornalista Ricardo Vilches. (Veja o programa na íntegra abaixo)

A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), recebeu uma nota de repúdio por parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que definiu o caso caso como uma ofensa às prerrogativas da advocacia. Ela definiu que a testemunha é desnecessária e os dois chegaram a bater boca durante o julgamento.

Claudio Dalledone – (Foto: reprodução Banda B)

A magistrada rejeitou outros pedidos da defesa feita por Claudio Dalledone Jr como a realização de uma reprodução simulada no hospital Barra D’Or. Ele comentou sobre o bate-boca. “Isso não foi uma chamada de atenção, mas um atestado de incompetência dela. A Corregedoria irá se manifestar sobre isso. Porque ela elegeu a causa da morte da criança”, disse.

De acordo com o advogado de Jairinho, o julgamento é importante para garantir o direto do acusado.

“As pessoas têm que entender o processo como um instrumento de garantia do acusado e não como um instrumento de punição do estado”, completou.

Caso Henry Borel

Jairinho e Monique foram presos em abril de 2021 por conta da morte de Henry Borel, de 4 anos. A mãe do menino está em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Eles foram denunciados por homicídio triplamente qualificado.

Tribunal da Notícia

O programa contará os bastidores dos julgamentos de maior repercussão do país na Rádio Banda B, de segunda a sexta, às 14 horas. Nesta terça (5), o convidado será o advogado Peter Amaro, defensor da policial Kátia Bello, condenada pela morte da copeira Rosaira Silva a 14 anos de prisão.

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