Facebook tira notícias de sua plataforma na Austrália e afeta serviços de saúde e emergência

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RIO – Na contramão do Google, que fechou convenção para remunerar produtores de teor jornalístico na Austrália para evadir do endurecimento da novidade legislação do país sobre o tema, o Facebook decidiu apostar numa estratégia de boicote e resistir. 

A rede social liderada por Mark Zuckerberg anunciou na quarta-feira a decisão de restringir a exibição e compartilhamento de teor noticioso de produtores australianos na sua plataforma para usuários do país.

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A rede social tirou do ar contas de veículos de prelo do país, mas também de órgãos de utilidade pública, provocando revolta no país.

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A empresa não concorda com a novidade lei de direitos autorais aprovada no país para enquadrar as chamadas big techs. Essas gigantes globais da internet têm resistido à remuneração dos produtores do teor que circula em suas plataformas.

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Com a decisão do Facebook, a prelo australiana está impedida de compartilhar teor noticioso por meio de suas contas no Facebook, que conta diariamente com superior entre 16 milhões a 18 milhões de usuários diários na Austrália, que tem 25 milhões de habitantes. 

A estátua de um canguru foi uma das poucas coisas que sobraram no jardim de uma mansão devastada por incêndio florestal em Gidgegannup, a 40 quilômetros de Perth, no nordeste da Australia: Facebook suspendeu serviços de informação em sua plataforma em meio a estado de emergência Foto: TREVOR COLLENS / AFP/4-2-2021
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Na manhã desta quinta-feira na Austrália, páginas de vários veículos noticiosos na rede social haviam sido apagados.

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A decisão do Facebook chegou a afetar os serviços de emergência que usam o Facebook para informar a população sobre riscos de incêndios florestais e ciclones, comuns nesta era do ano.

Também foram afetados serviços de informação do governo sobre a pandemia de Covid-19. As contas dos serviços público de incêndios, saúde e meteorologia de todo o país foram afetadas pelas restrições justamnete em um momento em que várias regiões da Austrália estão em estado de emergência.

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A ministra do Meio Envolvente do país, Sussan Ley, recorreu ao Twitter para manifestar que as contas desses serviços governamentais haviam sido suspensas e orientou internautas a se informarem diretamente pelos sites do governo.

Facebook: rede social alega que nova legislação australiana desconsidera modelo de plataformas digitais como a rede social criada dirigida por Zuckerberg Foto: Johanna Geron / REUTERS
Facebook: rede social alega que novidade legislação australiana desconsidera protótipo de plataformas digitais porquê a rede social criada dirigida por Zuckerberg Foto: Johanna Geron / REUTERS

Há ainda registros de suspensão das contas do departamento de saúde de pelo menos três estados, entre eles o de Queensland, o mais populoso, e da ONG voltada para a razão ambiental WWF. Sindicatos também tiveram perfis afetados.

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O serviço vernáculo de luta contra violência doméstica e organizações de humanitarismo tiveram seus conteúdos apagados na plataforma. A própria página do Facebook em sua rede ficou sem teor para usuários da Australia. 

‘Guerra à Austrália’

A postura da rede social não foi bem-recebida por muitos internautas, que voltaram a rodear no Twitter a hashtag #DeleteFacebook. Também voltou a pressão para que empresas não anunciem nas plataformas do Facebook e que apoiem o jornalismo profissional.

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O site de um dos jornais afetados pela medida estampou: “Quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021: o dia em que o Facebook declarou guerra à Austrália”

Mark Zuckerberg defendendo as aquisições de WhatsApp e Instagram no Congresso dos EUA Foto: Erin Scott / REUTERS
Mark Zuckerberg defendendo as aquisições de WhatsApp e Instagram no Congresso dos EUA Foto: Erin Scott / REUTERS

O ministro australiano de Finanças da Austrália, Josh Frydenberg, declarou nesta quinta que havia acordado com o diretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, “tratar de encontrar um caminho para o porvir” sobre a discordância da empresa em relação à novidade legislação que obriga as chamadas big techs a remunerar produtores de teor jornalístico. 

Rede Social aposta em jogo de pressão

A iniciativa faz secção do jogo de pressão para resistir à novidade legislação que a obriga a remunerar pelo teor jornalístico que circula em sua plataforma, que lucra com publicidade.

 Em enviado, o gerente do Facebook para Austrália e Novidade Zelândia, William Easton, disse que a lei proposta no país “interpreta mal” a relação entre a plataforma e a mídia.

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Em enviado, o Facebook afirma que dialogou ao longo de três anos com o governo australiano em procura de uma solução. Nascente foi o período de discussão que antecedeu a aprovação do código de conduta.

Em uma clara prenúncio, o Facebook diz que estava prestes para lançar o Facebook News na Austrália e louvar investimentos no mercado lugar, mas que só faria isso com as regras que considera corretas em vigor. E afirma que agora deve priorizar investimentos em outros países.

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A rede social explica que está usando uma combinação de tecnologias para restringir o aproximação, que impede as empresas de mídia de publicar links no Facebook ou de ter teor visível na rede. A restrição tem caráter global.

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