Ex-detento, falso jurista é suspeito de ser mentor de esquema de alvarás de soltura fraudados no Rio

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O falso jurista Arlésio Luiz Pereira Santos, de 56 anos, recluso nesta terça-feira, é indigitado pela Polícia Social do Rio porquê suspeito de ser o responsável por falsificar e fraudar diversos alvarás de soltura para presos que estavam cumprindo pena em cadeias do Rio. Para os investigadores, Arlésio, que já foi sentenciado por estelionato e formação de quadrilha, é o superintendente da organização criminosa suspeita de envolvimento nas fraudes dos alvarás de soltura e mentor do esquema.

A polícia acredita que o falso jurista tenha montado o esquema depois ter feito trabalhos administrativos enquanto estava recluso. Ao realizar as funções, ele teria notado fragilidades na libertação dos detentos. Arlésio, sentenciado a mais de 13 anos de masmorra, ficou detrás das grades de maio de 2017 e dezembro de 2019, quando conseguiu o mercê da prisão albergue domiciliar. Em setembro do ano pretérito, ele obteve livramento condicional.

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Arlésio era defendido pela Defensoria Pública do estado do Rio ao menos até dezembro de 2019. Já em maio do ano pretérito, passou a ser representado pela advogada Débora Albernaz de Souza, também presa nesta terça-feira, suspeita de integrar a quadrilha que seria comandada por Arlésio. Além de Débora, também foi presa a advogada Angélica Coutinho Rodrigues Malaquias. A polícia vai investigar porquê Arlésio conhece as duas advogadas e se o grupo atuou para soltar outros presos cm alvarás falsos.

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— É difícil manifestar se outras pessoas saíram ou não — diz o secretário da Secretaria de Gestão Penitenciária do Rio, Raphael Montenegro.

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Os investigadores também vão apurar se Arlésio usava uma carteira falsa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Província Federalista. No processo de um dos presos liberados por alvará de soltura falso – João Victor Silva Roza -, Arlésio foi habilitado porquê jurista em 26 de julho do ano pretérito, junto com Debora Albernaz. Na procuração, Arlésio alegou ter um número de OAB do Província Federalista que não existe.

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Procuração que o falso jurista tinha para entrar nos presídios Foto: Reprodução

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