Empresas estão na mira da fiscalização contra a pirataria fantasma

Você já ouviu falar em pirataria fantasma? Este é o novo nome dos softwares piratas que são utilizados para trabalho remoto. O problema virou um dos destaques de tecnologia no sudeste asiático recentemente. Empresas com grande autoridade em seus segmentos relataram a prática que gera problemas.

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O principal desdobramento que tem gerado preocupação é o que envolve grandes projetos e trabalhos de enorme vulto. Se algumas das etapas foram desenvolvidas com o uso de software não licenciado, todo o empenho pode ser reduzido a nada. A Software Alliance (BSA) vai prestar auxílio para que as autoridades asiáticas identifiquem a pirataria fantasma.

Fiscalização aperta o cerco contra a pirataria fantasma

O Ministério do Comércio Interno e Assuntos do Consumidor da Malásia, por exemplo, já realizou a nona operação de junho para combater a pirataria fantasma. Uma companhia de design de interiores e outra de construção estão no alvo do órgão. O objetivo é punir e coibir as empresas pelo uso de programas não oficiais (piratas).

As empresas possuíam um total incrível de US$ 150 mil em softwares não licenciados. Isso significa quase R$ 750 mil na conversão direta para a moeda brasileira. Todos os programas pirateados estavam instalados nas máquinas das companhias e eram utilizados por estagiários e profissionais contratados.

Uma grande plataforma de streaming, que não teve o nome revelado, também foi pega pela pirataria fantasma na Tailândia. A informação foi retransmitida para a Polícia de Crimes Econômicos e Cibernéticos, que realizou uma operação de busca. O prejuízo gerado pelos softwares foi de US$ 200 mil.

Acesso remoto a softwares não licenciados

Vale destacar que o acesso a esses programas não licenciados se faz de modo remoto.  “O ato de acessar remotamente software não licenciado, descrito como ‘pirataria fantasma’, está ocorrendo entre profissionais de design, criação, animação e engenharia na Indonésia, Malásia, Filipinas e Vietnã, para citar alguns países”, explicou o diretor da BSA, Tarun Swaney.

As empresas correm grandes riscos legais ao fazer uso da pirataria fantasma.