Em Hong Kong, 47 pessoas são acusadas de ‘subversão’ por Pequim

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A polícia de Hong Kong anunciou neste domingo (28) ações judiciais por “subversão” contra 47 membros do movimento pró-democracia, o maior grupo indiciado em um mesmo dia em nome da lei de segurança vernáculo, um exemplo da repressão implacável de Pequim.

Os indiciados representam uma ampla mostra da oposição, incluindo ex-parlamentares veteranos, uma vez que James To e Claudia Mo, além de acadêmicos, uma vez que Benny Tai, advogados, assistentes sociais e muitos jovens ativistas, uma vez que Joshua Wong. Eles integram o grupo de 55 pessoas que foram presas no início de janeiro.

Eles são acusados de “conspiração para cometer um ato de subversão”, uma das qualificações previstas pela lei de segurança vernáculo que Pequim impôs a Hong Kong no ano pretérito, em resposta a meses de protestos que abalaram o território em 2019. Lei imposta sem debate no Parecer Legislativo de Hong Kong e que aborda quatro tipos de crimes: subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, todos puníveis com prisão perpétua.

A ex-colônia britânica passa por sua pior crise política desde sua transferência, em 1997, para a China. E Pequim, no ano pretérito, empreendeu uma retomada vigorosa de sua região teoricamente semiautônoma.

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“Lutaremos”

A polícia informou que um totalidade de 39 homens e oito mulheres com idades entre 23 e 64 anos foram acusados. Joshua Wong, um dos rostos mais conhecidos do movimento pró-democracia, já está recluso, sentenciado por organizar protestos em 2019. John Clancey, um legisperito americano residente em Hong Kong, que estava entre os detidos, não foi indiciado.

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Muitos dos processados se mostraram combativos antes de serem detidos. “A democracia nunca é um presente do firmamento. Esta é conquistada com uma vontade de ferro”, declarou Jimmy Sham, da Frente Social pelos Direitos Humanos, uma organização que sempre defendeu a não-violência e foi a origem dos protestos mais expressivos de 2019. “Vamos continuar fortes e lutar pelo que queremos.”

“Já faz muito tempo que decidimos não nos desnivelar ao totalitarismo”, afirmou o ativista pró-democracia Lester Shum. “Espero que essa regra seja compartilhada pelo povo de Hong Kong.”

Os 47 acusados estão sendo processados em conexão com as eleições primárias da oposição, realizadas em julho, em que 600 milénio participaram, com foco nas eleições legislativas de setembro – que acabaram sendo adiadas por um ano devido à pandemia do coronavírus -, que ocorreriam sob a imensa popularidade da mobilização de 2019. A oposição havia triunfado no final de 2019 nas eleições locais.

“Séria provocação “

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As primárias geraram indignação na China, que as interpretou uma vez que uma ” séria provocação”, uma tentativa de paralisar o governo da cidade, e alertou que a campanha poderia ser entendida uma vez que um ato de “subversão”, de congraçamento com a lei de segurança vernáculo. A maioria dos candidatos foi posteriormente desqualificada pelas autoridades na ocasião, com as eleições sendo finalmente adiadas, sob o pretexto da pandemia.

Os críticos a Pequim acreditam que a postura de rejeitar as primárias significa, em última estudo, que qualquer forma de oposição agora é proibido em Hong Kong. “O dia em que participar do processo democrático se tornou um violação”, tuitou Sunday Clifford Stott, um acadêmico britânico que foi contratado pelo governo de Hong Kong para seguir a ação policial durante os protestos.

Hong Kong nunca foi uma democracia plena, já que o encarregado de seu executivo não é eleito por votação universal e exclusivamente metade do Parecer Legislativo é eleito diretamente pelos habitantes. No entanto, a China sempre havia tolerado a existência de oposição. As capitais ocidentais acusam Pequim de suprimir, com esta repressão, as liberdades prometidas sob o princípio “Um país, dois sistemas” determinado antes da transferência.

Com informações da AFP

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