Eduardo pede suspeição de Moro

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federalista (STF) para declarar a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na Lava Jato. O pedido foi protocolado na terça, 9, na esteira da anulação dos processos do ex-presidente Lula (PT) e na discussão sobre a parcialidade do magistrado ao julgar o petista.

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A resguardo de Cunha alega que mensagens apreendidas na Operação Spoofing e tornadas públicas demonstram suposto conluio de Moro e a força-tarefa da Lava Jato contra ele. Em quarenta páginas, os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso alegam que o caso é o ‘maior escândalo do Judiciário brasílio’ e um ‘vaia sem precedentes’.

O foco dos advogados é a ação penal que mirou Cunha por suposta devassidão na obtenção de direitos de exploração de petróleo em Benin, na África, pela Petrobrás. O ex-presidente da Câmara também foi denunciado por lavagem de moeda por manter valores em uma conta bancária na Suíça.

O processo condenou Cunha a 14 anos e cinco meses de reclusão e fixou uma prisão preventiva, que foi substituída por domiciliar no ano pretérito.

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A resguardo alega que em um dos diálogos de Moro fica demonstrado que o logo juiz sabia que a força-tarefa denunciaria Cunha, o que, no entendimento dos advogados, suscita uma proximidade indevida entre o magistrado e os procuradores.

“Aquela denúncia da família cunha vem está semana?”, perguntou Moro a Deltan em maio de 2016. Na ocasião, Cunha havia sido semoto do função de deputado, mas o pensão permanecia perante o Supremo Tribunal Federalista.

Outra conversa listada pelos advogados de Cunha é datada de outubro de 2016, véspera da prisão do ex-presidente da Câmara, já cassado. O diálogo aponta Moro orientando Deltan a não requerer a inquietação do celular de Cunha. “Não seria uma boa”, teria escrito o logo juiz da Lava Jato.

Moro também teria se manifestado contra uma suposta delação de Cunha um ano depois, em julho de 2017, quando enviou mensagens ao procurador Deltan Dallagnol, que chefiava a força-tarefa.

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“Rumores de delação do Cunha… Espero que não procedam”, escreveu o logo juiz. “Só Rumores. Não procedem. Cá entre nós, a primeira reunião com o jurisperito para receber anexos (nem sabemos o que virá) acontecerá na próxima terça. […] Sempre que quiser, vou te colocando a par”, respondeu Deltan. Moro reiterou: “Sou contra, porquê sabe”.

Os advogados apontam que a mensagem de Moro revela que Cunha “já inicia o processo sem chance de concordância, nem perdão, não importa o que faça”.

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