Dom Juan dá golpe em mulher e compra herdade usando nome de morto

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A Polícia Social do Província Federalista (PCDF) instaurou sindicância para apurar crimes de lavagem de moeda e fraude processual cometidos por um varão culpado de seduzir oito mulheres e embolsar pelo menos R$ 5 milhões, em seguida empregar o chamado estelionato amoroso. Indigitado porquê “Don Juan do DF” pelas autoridades, Marcelo José Neves (foto em destaque), 40 anos, tornou-se escopo de mais uma apuração conduzida pela Coordenação de Repressão às Fraudes (Corf).

Ao todo, existem quatro inquéritos que apuram a ação do falsário, o qual já foi escopo de mandados de procura e consumição. A novidade investigação teve início em seguida advogados de uma das vítimas desenredar que o estelionatário simulava a compra de fazendas fictícias das quais os proprietários já haviam morrido.

Em um dos casos, um varão morto em 2001 teve a assinatura usada para passar a escritura de uma das terras, em um cartório na cidade de Placas, no Pará. De forma fraudulenta, o Don Juan teria comprado quatro fazendas. Cada uma teria custado R$ 2,2 milhões, totalizando um suposto investimento de R$ 8,8 milhões.

De consonância com o legisperito Leonardo Honorato, que defende uma das vítimas do golpista – ela amargou prejuízo de R$ 1,6 milhão –, Marcelo Cruz forjava a compra de fazendas para simular um patrimônio imaginário com um objetivo evidente.

“Com isso, ficava fácil conseguir empréstimos bancários afirmando trabalhar com manejo. Também  ludibriar vitimas e oferecer negócios, sociedades e fundos de investimentos que nunca existiram”, explicou o legisperito.

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Viagens proibidas

O Tribunal de Justiça do Província Federalista e dos Territórios (TJDFT) o proibiu de deixar o país e autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico do suspeito. Em novembro do ano pretérito, o golpista já havia sido escopo de ordem de penhora de bens determinada pela Incisão.

No entanto, a realização da penhora não foi pedida por uma das sete mulheres enganadas pelo estelionatário, e sim por uma empresa especializada na venda de materiais de construção. O Don Juan é culpado de não remunerar a conta no estabelecimento.

A decisão proferida pela 1ª Vara de Realização de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais de Brasília determinou a entrega da ordem de consumição. No entanto, o endereço fornecido pelo varão, na cidade goiana de Anápolis, na verdade, é o de um posto de combustíveis.

Rastro de golpes

Marcelo Neves deixou um rastro de golpes. Na maioria das vezes, ele seduzia mulheres para ter entrada aos bens delas. Em 19 de setembro de 2019, duas vítimas do estelionatário procuraram a Corf para registrar ocorrência. Uma delas, que preferiu não se identificar, é empresária. Ela teria sofrido um golpe ainda em 2012, quando perdeu todos os equipamentos de sua clínica de estética, em uma das quadras comerciais da Asa Setentrião.

Segundo a mulher, o suspeito seduziu sua sócia para conseguir ter entrada a uma série de informações particulares do estabelecimento, porquê o sítio onde era guardada a chave para transfixar a empresa.

“Ele se aproximou, pois era colega do meu ex-marido, e disse que poderia nos ajudar com a burocracia da clínica. Ele começou ajudando aos poucos, até fazendo pequenas benfeitorias no imóvel e alugando alguns aparelhos que usávamos”, explicou, em entrevista ao Metrópoles.

De consonância com a empresária, em alguns meses, o varão começou a se relacionar com a sua sócia, até conseguir informações privilegiadas. “Ele queria ter entrada às contas da clínica, o que eu sempre neguei. Mas minha sócia ficou apaixonada e isso facilitou a ação dele. Um dia cheguei para trabalhar e ele havia ‘limpado’ a clínica”, disse.

O Metrópoles não localizou Marcelo José Neves ou representantes legais do “Dom Juan”, nos contatos que constam nos inquéritos e ações judiciais às quais ele responde. O espaço segue crédulo a manifestações futuras.

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