Discriminação no futebol aumenta 235% em cinco anos; entidades e advogados debatem tema

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Os casos de discriminação racial no futebol brasílico têm desenvolvido nos últimos anos. É o que aponta o Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol (2019), que mostra um aumento de 52,27% de 2018 a 2019 e de 235%, comparado com o primeiro ano da estudo, em 2014. Para debater o tema, a Associação Brasileira de Advogados Criminalistas da Paraíba (Abracrim) realiza na próxima terça-feira (2) um debate, de forma remota, junto a representantes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD-PB).

As discussões serão sobre Recta e futebol nos aspectos criminais e desportivos do racismo, injúria racial, preconceito e outras desleais faltas. Acontecerá às 19h30 por meio da plataforma Zoom com transmissão simultânea pelo ducto no YouTube do TJDF-PB (https://abre.ai/ceQv). Pedidos de letreiro para participação pelo Zoom poderão ser feitos junto à Secretaria do TJDPB pelo whatsapp (83) 98847-4016.

O debate jurídico que foi formulado pelo presidente Pátrio em manobra da Abracrim, Sheyner Asfora; pelo presidente do TJDFPB, Raoni Vita; pelo presidente do STJD, Otávio Noronha, e pela presidente da FPF, Michelle Ramalho, será realizado observando o cenário brasílico e mundial da proliferação de casos de racismo e injúria racial.

Participarão do debate Paulo Feuz, diretor da Escola Pátrio de Justiça Desportiva e auditor do Pleno do STJD; Felipe Augusto, Presidente da Fenapaf; Raoni Vita, Presidente do TJDPB; Sheyner Asfóra, Presidente vernáculo em manobra da Abracrim; Michel Assef Rebento, Legisperito do Clube de Regatas do Flamengo; Michelle Ramalho, Presidente da FPF; Arthur Alves, Secretário universal da Anaf; Hermano Gadelha de Sá, Vice-presidente do TJDPB; José Gomes de Lima, Auditor do TJDPB; Cláudio Diniz, Auditor do STJD; Paulo Guedes Pereira, Auditor do TJDPB; Ana Paula Trento, Auditora do TJDRN; George Ramalho, Procurador do STJD; Milton Jordão, Presidente do STJD do Judô; Marcos Souto Maior Rebento, Procurador do STJD; e Fernando Santos, Auditor do TJDBA.

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De entendimento com o Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol – 2019, a intolerância demonstrada das formas mais diversas não está mais restrita aos estádios e a internet, uma vez que visualizado ano a ano nos Relatórios anteriores. As denúncias passaram a envolver programas esportivos de rádio e televisão e em um dos casos apresentados o incidente aconteceu dentro da sede de uma Federação de Futebol. A luta por espaços das chamadas minorias (negros, homossexuais, mulheres, transgêneros, entre outros) tem seu revérbero no futebol, seja no aumento dos incidentes ou no incremento das denúncias.

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