Denunciado de homofobia, legisperito anexa fotos de pornô gay em processo – 10/02/2021

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O legisperito Celso Vendramini encaminhou à Justiça uma série de fotos de gays praticando sexo em locais públicos para se tutelar no processo em que é criminado de ter cometido homofobia contra uma promotora.

Vendramini foi denunciado pelo Ministério Público, pois, em 2019, durante o julgamento de dois policiais militares acusados de matar suspeitos de crimes, disse, entre outros comentários, ser fã do presidente russo Vladimir Putin e que “na Rússia não tem passeata gay”. “Vai ser veado lá na Rússia para ver o que acontece.”

O caso não tinha relação alguma com a orientação sexual dos envolvidos, mas Cláudia Ferreira Mac Dowell, a promotora que acusava os policiais de homicídio, é lésbica. Durante a sua fala na sessão do júri, o legisperito perguntou se ela era casada e fez referência à associação que usava na mão esquerda.

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No processo em que é criminado de homofobia, o legisperito afirma que não sabia dos “gostos ou preferências sexuais” da promotora e que em momento qualquer “pregou repressão, segregação, ou qualquer coisa em desfavor dos homossexuais”.

Vendramini diz que unicamente expos suas convicções religiosas e valores morais, assim porquê teceu críticas a comportamentos verídicos e criminosos, citando “atos obscenos em via pública e a sexualização de crianças”.

Fotos de gays fazendo sexo em locais públicos, de crianças segurando bandeiras do arco-íris (símbolo do movimento LGBTQ+) e de uma atriz transexual interpretando o Jesus crucificado foram anexadas ao processo.

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Na resguardo apresentada à Justiça, ele diz que o Ministério Público não tem legitimidade para questionar os temas que um legisperito aborda ao tutelar seus clientes.

“Se Vendramini entendeu que, naquele caso, convenceria os jurados através da contraposição dos valores conservadores da ideologia de direita e dos valores da ideologia de esquerda, a ninguém é oferecido o recta de questionar sua escolha”, afirmou à Justiça o legisperito Ronaldo Lacava, que representa Vendramini no processo descerrado pelo Ministério Público.

O promotor Gilberto Ramos de Oliveira Júnior disse à Justiça que, além das “ofensas generalizadas” aos gays, “é evidente que Vendramini ofendeu a pundonor e o decoro da promotora de Justiça, cuja opção (sic) sexual é pública e notória, por todos conhecida”.

O processo ainda não foi julgado.

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