De volta à cena pública, jurista preservou gavinha com Bolsonaros mesmo depois prisão de Queiroz – 24/02/2021 – Poder

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Na sexta-feira 22 de janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o jurista Frederick Wassef desembarcaram no Rio de Janeiro. Flávio de máscara. Wassef, sem. Legisperito e cliente já haviam se encontrado em Brasília e se reuniram em São Paulo, de onde embarcaram, em voo de curso, com orientação à capital fluminense.

No Rio, dedicaram um dia a conversas, completando uma maratona de 72 horas de reuniões. Essa foi a primeira aparição pública dos dois juntos desde junho de 2020, quando o policial militar emérito Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador e companheiro do presidente Jair Bolsonaro, foi recluso no escritório de Wassef, na cidade de Atibaia, no interno de São Paulo.

Três dias depois da prisão, Wassef anunciou ter deixado a resguardo de Flávio no processo denominado de “rachadinha”, alegando ser uma tentativa de preservar a imagem a família Bolsonaro. Agora, esclarece que na verdade nunca saiu do caso propriamente dito, mas exclusivamente de um procedimento específico na Promotoria.

“Não é um retorno porque nunca saí”, afirmou à Folha nesta quarta-feira (24), quando também participou de solenidade de posse de ministros no Palácio do Planalto, a invitação de Flávio. Para evitar exposição, usou um chegada privativo.

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Até portanto figura regular nos palácios do Planalto e da Alvorada, Wassef —varão vaidoso— foi obrigado a submergir. No Rio, foi substituído pelo jurista Rodrigo Roca e sua meia-irmã Luciana Pires, de quem Wassef já havia discordado, chegando a enviar dura mensagem de voz. Com a saída de Wassef do caso, Luciana reassumiu a resguardo do senador.

Oito meses depois de ter divulgado seu encolhimento, Wassef voltou à cena na tarde de terça-feira (23), quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador no contexto das investigações do caso das “rachadinhas” na Tertúlia Legislativa do Rio de Janeiro.

Responsável dos recursos, Wassef não só participou da sessão, realizada virtualmente, porquê também acompanhou Flávio em entrevistas, muitas delas concedidas em seu celular. Os dois deram declarações, lado a lado, via FaceTime.

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Wassef já havia pretérito pelo Palácio do Planalto em novembro de 2020. Segundo relato da pilastra Pintura, da Folha, ele chegou pelo estacionamento por volta das 17h25, em um sege branco.

Sua ingresso foi permitida pela espaço de visitantes. Duas pessoas entraram no sege do jurista, que ficou parado por alguns minutos e partiu.

Embora submerso, interlocutores de Flávio afirmam que o jurista manteve contato com a família Bolsonaro mesmo nas semanas que sucederam a prisão de Queiroz.

Wassef se recusa a falar sobre a relação com o presidente da República. Mas confirma ter preservado “uma relação fixo, normal” com Flávio.

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Questionado se a sessão de terça-feira representava um retorno à resguardo do senador, Wassef rejeitou a frase “retorno”, dizendo ter deixado exclusivamente o PIC (Procedimento Investigatório Criminal), referente à atuação perante o Ministério Público, no caso das “rachadinhas”.

“Nunca deixei de ter qualquer relação com Flávio que sempre tive porquê seu jurista. Estive advogando para Flávio desde o dia um e não interrompi minhas atividades.”

Wassef refere-se a Bolsonaro porquê um cliente. “Saí [do PIC] porque sabia de antemão que várias fraudes processuais e armações estavam engendradas para tentar me atingir e, consequentemente, atingir o Flávio e o presidente. Uma vez que jurista, pensando no que é melhor para meus clientes, decidi trespassar para que não fosse usado para prejudicar tanto o presidente quanto o Flávio”, disse.

Dizendo-se vítima de um massacre dos opositores do governo Bolsonaro —incluindo aí a prelo—, Wassef afirma ter conservado o papel de coordenador da resguardo de Flávio no período em que se afastou publicamente, definindo até mesmo toda a estratégia jurídica do senador.

“Minha relação com Flávio continua igual porque continuei sendo o jurista, inclusive o jurista universal, coordenador de tudo. Estive trabalhando em vários outros processos. Em Brasília, tudo sou eu. Mesmo no Rio, em outras ações, sou eu, com procuração. Na consultoria jurídica universal, na coordenação, nas estratégias… Tudo eu.”

Disposto a reassumir seu papel, Wassef chega a dar uma cotovelada nos advogados encarregados do caso no Rio.

“Entrou um colega no Rio para cuidar do PIC. Esse processo agora praticamente não existe. A perenidade do meu trabalho simplesmente demonstrou a ilegalidade e a armação naquele processo. De forma que praticamente não existe mais. Até o colega do Rio vai permanecer um pouco sem trabalho porque vai inaugurar do zero o negócio.”​

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