Daniel Silveira recebeu deputados, parentes e advogados, mas falta de câmeras em setor na PF dificulta apuração sobre celulares | Rio de Janeiro

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A Polícia Federalista continua tentando desvendar uma vez que dois telefones celulares foram encontrados na bolsa de roupas do deputado federalista Daniel Silveira (PSL-RJ) enquanto ele esteve suspenso na Superintendência da PF no Meio do Rio.

  • ASSISTA: Câmara vota sobre prisão de Daniel Silveira

Seis pessoas visitaram o parlamentar entre a manhã de quarta-feira (17) e a tarde de quinta-feira (18), quando ele foi transferido para o Batalhão Próprio Prisional (BEP), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Entre elas, dos deputados de seu partido: o deputado estadual Rodrigo Amorim e a deputada federalista Major Fabiana.

Neste período, Daniel Silveira estava recluso em um setor improvisado da PF: um alojamento feminino. No interno do alojamento não há câmeras, o que impossibilitará à PF de obter imagens da movimentação de Daniel Silveira enquanto ele esteve recluso no sítio. Os investigadores solicitarão unicamente imagens dos corredores do setor, repleto de câmeras.

O Supremo Tribunal Federalista também determinou uma perícia nos aparelhos celulares, para saber, por exemplo, com quem o deputado falou ou trocou mensagens enquanto estava recluso.

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O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão em flagrante em seguida o deputado gravar um vídeo com apologia ao AI-5 e tutorar destituição de ministros da Incisão, ordenou que seja feita uma “imediata perícia dos aparelhos apreendidos”. Na ordem de prisão, justificou ser “imprescindível, portanto, medidas enérgicas para impedir a perpetuação da atuação criminosa de parlamentar”.

Ao ser suspenso, no entanto, o deputado não foi impedido pela PF de usar sua principal instrumento para os ataques verbais que o Supremo Tribunal Federalista (STF) considerou transgressão, o telefone celular.

Mesmo em seguida a chegada dos policiais em sua vivenda, em Petrópolis, por volta de 23h de terça-feira (16), o parlamentar gravou um novo vídeo, confrontando o próprio ministro Alexandre de Moraes.

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A TV Mundo estava presente no momento e fez imagens das viaturas deixando o sítio. É verosímil ver que, mesmo dentro do coche da PF, já recluso e em companhia de outros policiais, Daniel Silveira digita livremente.

Em seguida descer a Serra, o recluso foi levado para o Instituto Médico Lícito (IML), no Meio do Rio. Ao chegar e descer da viatura, ele não está com o aparelho na mão. Mas, logo depois, lá está o parlamentar digitando novamente, diante dos policiais federais. É verosímil ver que o parlamentar chega a dar risada enquanto mexe no celular.

Nesta sexta, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das redes sociais de Silveira.

Daniel Silveira deixa a sua vivenda em Petrópolis em seguida ser recluso pela PF por ordem do ministro Alexandre de Moraes — Foto: TV Mundo

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Segundo a PF, Daniel e seus pertences foram revistados antes de o deputado entrar no espaço em que ficou prudente. O seu telefone celular foi entregue a um assessor.

PF apura se houve favorecimento de agentes federais

O G1 apurou que já foi cândido um interrogatório no setor de Perceptibilidade Policial da Superintendência da Polícia Federalista no Rio. A expectativa é que a apuração avance rapidamente, com possíveis resultados já na próxima semana.

O representante responsável pela apuração irá tentar desvendar quem levou os celulares encontrados em uma bolsa de roupas do parlamentar. Outrossim, o interrogatório irá estudar se houve favorecimento por secção dos policiais responsáveis pela custódia de Daniel Silveira.

Redes sociais de Silveira foram bloqueadas — Foto: Reprodução

Na Delegacia de Dia, que ficou responsável pela cautela do deputado, havia dez policiais de plantão: um representante, um escrivão e oito agentes. Eles assumiram o plantão às 7h da manhã de quarta-feira (17) e deixaram o setor às 7h de quinta-feira (18).

No primeiro dia, Daniel Silveira recebeu a visitante de dois parentes, dois advogados, que passaram quase todo o dia ao seu lado. Além deles, estiveram com o parlamentar os deputados Rodrigo Amorim e Major Fabiana.

Na quinta-feira, unicamente um familiar visitou o deputado federalista. Os advogados de Daniel Silveira também voltaram à superintendência.

Desacato e liberdade em prisão da PM

VÍDEO: Daniel Silveira circula por batalhão prisional da PM e conversa com apoiadores

1 min VÍDEO: Daniel Silveira circula por batalhão prisional da PM e conversa com apoiadores

VÍDEO: Daniel Silveira circula por batalhão prisional da PM e conversa com apoiadores

Recluso na Unidade Prisional da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em Niterói (RJ), o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) apareceu, na noite desta quinta-feira (18), caminhando no recinto da enxovia sem ser incomodado. E ainda recebeu o escora de alguns manifestantes.

Outras condutas de Daniel Silveira em seguida ser recluso chamaram a atenção. Na Unidade Prisional da Polícia Militar em Niterói (RJ), o deputado apareceu caminhando no recinto da enxovia sem ser incomodado e ainda recebeu o escora de alguns manifestantes.

Antes, no Instituto Médico Lícito, bateu-boca com uma agente da Polícia Social do Rio porque não queria usar máscara. A Procuradoria-Universal da República pediu ao STF para penetrar interrogatório sobre suposto desacato.

Especialistas manifestam preocupação

Especialistas manifestaram preocupação com o desrespeito à Lei de Realização Penal.

“Acho um comportamento absolutamente inadequado. Acho que ele não se compatibiliza com a exigência de recluso. Acho que se por alguma razão a agentes do estado estão permitindo que ele se comporte dessa maneira, estão , inclusive, violando seus deveres funcionais”, afirmou o professor Recta Constitucional da Uerj, Daniel Sarmento.

Já o legista criminalista e professor penal da PUC Paulo Freitas Ribeiro, a conduta do deputado federalista revela quebra de decoro parlamentar.

“Independentemente de outros fatos que possam caracterizar, por exemplo, quebra de decoro parlamentar, essa conduta por si mesma já caracteriza quebra autônoma do decoro parlamentar”, analisa.

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