Curitiba tentou emparedar advogados com devassa em escritórios

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A petição apresentada pela resguardo do ex-presidente Lula, nesta segunda-feira (22/2), ao Supremo Tribunal Federalista revela que os procuradores da República de Curitiba promoveram devassas em escritórios de advocacia com quem litigavam.

DivulgaçãoA “santa pergunta” curitibana

Às empresas que dependiam do MPF para firmar acordos de colaboração ou leniência, os procuradores exigiam os contratos feitos com advogados — que não tinham qualquer relação com os eventos investigados na apelidada “lava jato”.

Esses documentos foram usados uma vez que moeda de troca pelo Ministério Público Federalista com empresas que dependiam de certidões para manter suas atividades. Os contratos serviram de trunfo para amedrontar advogados. Em alguns casos, foram detrás dos clientes dos escritórios.

“Não bastava não ter o juiz”, sintetiza o presidente pátrio da OAB, Felipe Santa Cruz, “era preciso que não houvesse resguardo também”. Além dos contratos, os procuradores contaram também com ajuda clandestina da Receita Federalista.

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Pela troca de mensagens conhecidas hoje, sabe-se que, para liberar certidões solicitadas pela Odebrecht a empresa teve que entregar dados e informações de 52 escritórios que prestaram serviços entre 2007 e 2016. Curitiba agora tem a oportunidade de explicar o que esses contratos têm a ver com a investigação da Petrobras.

Os diálogos entre os procuradores são didáticos: “Ode (Odebrecht) está precisando daquelas certidões. É hora de conseguir tudo o que quiserem sobre pagamentos aos advogados rs”, provoca Deltan Dallagnol, ao que Roberson Pozzobom retruca “(…) Já levantamos algumas possíveis fraturas em relação aos pagamentos a advs”. Na sequência, Antonio Carlos Welter informa: “Os advogados da Ode (Odebrecht) vem hoje cá e vamos conversas com eles sobre esse objecto”.

Associado a eventos passados, confirma-se que o cerco aos advogados que “atrapalhavam” a sua santa pergunta não foi traje só. Num jogo em que o juiz usa a camisa de um dos times, era preciso expulsar o goleiro rival também. Na esteira da tentativa de ressuscitar o processo proibido denominado “fortaleza de areia”, não se sabe ao manifesto o resultado do arrastão. Mas, com a bênção do juiz Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, o MPF quebrou o sigilo de 26 escritórios, com buscas e apreensões em 70 endereços — residências, inclusive.

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No caso mais agudo, os procuradores forjaram pedido para grampear a empresa de eventos de Luiz Inácio Lula da Silva para interceptar, na verdade, o PBX do escritório de seus advogados — o Teixeira, Martins e Zanin que foi branco de diversas investigações e quebras de sigilo clandestinas.

A aposta mais ousada, porém, foi a tentativa de comprometer o presidente pátrio da OAB, Felipe Santa Cruz. Os procuradores da irritam-se pela falta de escora da entidade à “santa pergunta” e reclamam da falta de uma sintoma de Santa Cruz contra um “legisperito de esquerda” que teria sido recluso. Pouco tempo depois, o MPF tentaria envolver, falsamente, Santa Cruz em um imbróglio inconsistente.

Rcl 43.007

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