Combate por legado pode ter motivado morte de Izadora Mourão, diz legista

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O legista Mauro Benício Júnior, que está acompanhando o caso da morte da advogada Izadora Santos Mourão uma vez que representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Troço Piauí (OAB-PI), contou ao GP1, na tarde desta terça-feira (16), que a suspeita é de que desavenças relacionadas a legado depois a morte do pai podem ter ocasionado o homicídio.

“Nós estamos acompanhando cá, em Pedro II, todas as diligências que estão sendo feitas, estamos cooperando, algumas pessoas que nos conhecem e que tem crédito na gente estão prestando informações que estão sendo cruciais para o justificação dos fatos. A gente conseguiu chegar a esse ponto [prisão do irmão] e estamos trabalhando para mais revelações”, declarou o legista.

Foto: Reprodução/Facebook

Mauro Benício Júnior

Segundo Mauro, além da legado, o comportamento de Izadora, que se divorciou recentemente, também gerou conflito na família. “A gente tem colhido alguns depoimentos que informam que havia conflito na vivenda em duas situações, primeiro era a questão da legado do pai que faleceu recentemente, do seguro, que não teria contrato para fazer a partilha, e outro ponto era o comportamento da Izadora, depois que o pai faleceu e também depois do divórcio dela, que passou a ter um comportamento mais livre, mais solta, uma moça novidade ainda, começou a ter namorado, a andejar se divertindo e parece que não era do bom-humor da família”, relatou.

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O legista não soube especificar o valor da legado, mas disse que tudo está sendo delicado. “Valores não temos, estamos unicamente colhendo informações e estamos percebendo a existência desses dois problemas, do comportamento dela e também questão de provável desavença patrimonial, mas ainda estamos apurando, fechando as informações”, afirmou.

Questionado se há suspeita de que a mãe possa ter participado diretamente da morte da filha, o legista respondeu que só depois os resultados dos exames haverá uma resposta concreta. “Somente depois a gente ter a informações do fiscalização cadavérico. O laudo vai nos posicionar sobre os tipos de lesões, horário da morte, para gente tirar algumas dúvidas, mas na minha concepção, embora o solicitador já tenha constituído de que foi o João Paulo, eu tenho essa incerteza, mas vou esperar os fatos se concretizarem para a gente juntar essas peças que faltam, mas se a mãe participou ativamente da realização eu não sei, só que a cada momento estou recebendo informações que nos deixa mais abismados, mais abertos a suposições de que muitas outras coisas podem suceder”.

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Mauro também disse que até o momento, João Paulo não confessou o violação. “Não, em hipótese alguma [ele confessou]”, enfatizou.

Foto: Reprodução/FacebookAdvogada Izadora Mourão

Advogada Izadora Mourão

“Um dos fatos que levaram a gente a desconstituir a história da mulher que tinha vindo para matar, foi a frieza dele e da mãe, que era grande, enorme, ele deu testemunho no dia do velório falando da mulher que era uma vendedora de roupa, depois falou que ela [Izadora] era advogada criminalista e que [a autora]era uma cliente, falou do violação organizado portanto, ele mesmo começou a destruir a tese da mulher que teria adentrado a vivenda”, finalizou.

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Morte da advogada

Izadora Santos Mourão, 41 anos, foi assassinada com pelo menos sete facadas dentro de vivenda, no município de Pedro II, no último sábado (13). A princípio, circulou a informação de que ela teria sido morta por uma mulher, que sequer foi identificada.

Prisão do irmão

O irmão de Izadora, João Paulo Mourão, foi recluso na tarde desta segunda-feira (15), culpado de fuzilar a advogada a facadas. A Polícia Social prendeu o jornalista em flagrante em sua residência na cidade de Pedro II.

Foto: Marcelo Cardoso/GP1João Paulo é acusado de matar a irmã

João Paulo é culpado de matar a mana

João Paulo se formou em Jornalismo pela Universidade Federalista do Piauí (UFPI) no ano de 2014 e trabalhava na Secretaria Municipal de Notícia de Pedro II e em uma rádio sítio.

Mãe criou álibi

A mãe de Izadora, identificada uma vez que Maria Nerci, poderá ser indiciada por participação no violação, pois de contrato com a Polícia Social, a idosa pode ter criado um falso álibi para acobertar o fruto, o jornalista João Paulo Mourão.

“A mãe dele, quando viu a moça morta, a primeira coisa que fez, em vez de vincular para a polícia, ligou para uma faxineira para ela [a faxineira] manifestar que ele [João Paulo] estava dormindo, para produzir um álibi”, disse o solicitador Barêtta.

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