Catarinense conta uma vez que superou a Covid na gravidez e com diabetes

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De surpresa, o coronavírus entrou na mansão de Danúbia Leida, uma advogada de Maravilha, no Oeste de Santa Catarina. Ela, a filha Ana Clara, de 9 anos, e o marido John Éder, foram contaminados. O problema para Danúbia é que ela é do grupo de risco, devido à diabetes, e estava pejada. Sem aviso prévio, o vírus tirou seu ar. Danúbia precisou passar 19 longos dias na UTI de Chapecó. Felizmente, essa história terminou com a advogada em mansão, segurando Maria Luiza, sua filha recém-nascida, no pescoço.

Danúbia contraiu Covid no final da gravidez

Pouco antes do início da pandemia, Danúbia descobriu que estava pejada. Foi um choque para o parelha, que já tinha pensado em ter um segundo rebento, mas mudou de projecto. Na semana em que foi publicado o primeiro decreto com restrições em Santa Catarina, em março do ano pretérito, Danúbia viajou para Chapecó a trabalho. Quando voltou para Maravilha e precisou parar o seu escritório de advocacia, ficou com pânico de ter pegado o temido vírus. Mas a Covid-19 ainda não tinha chegado na região – os casos foram confirmados mais tarde.

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Com o passar dos dias e o retorno das atividades no escritório, Danúbia conta que o pânico foi indo embora e a gravidez da segunda filha não foi tão dissemelhante da primeira. O maior sufoco aconteceu nos primeiros dias da pandemia, quando a advogada precisou fazer alguns exames e não encontrou consultórios abertos.

Danúbia e sua família reunida para um experiência fotográfico de gestante

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Os dias se passaram, até que em setembro, Silvani Luchini, sua sócia, ligou avisando que estava com coronavírus. O escritório precisou fechar as portas por 10 dias. Nesse meio tempo, Danúbia e John, que trabalha em um mercado da região, fizeram da mansão seus escritórios.

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Os primeiros sintomas começaram a surgir no final dos dias de isolamento, mas mascarados. Durante toda a gravidez, a advogada apresentou tosse e tomou alguns remédios. Quando faltou o ar, Danúbia foi para a triagem e dois testes deram negativo. O sintoma estava relacionado com os oito meses da gravidez, diziam os médicos.

Danúbia piorou e John, o marido, levou ela para o hospital pedindo que a atendessem. O terceiro teste teve resultado positivo para coronavírus e o relâmpago X mostrou que ela estava com o pulmão muito comprometido.

O promanação de Maria Luiza

Os médicos imaginaram que o parto poderia ter que ocorrer a qualquer momento e, por isso, transferiram Danúbia para Chapecó, onde há UTI neonatal e para adultos, e seria provável salvar as duas vidas. Foi aí que começaram os dias mais longos da vida de John. Sabendo que ela teria que ser transferida, o marido correu para a mansão e pegou algumas roupas para a esposa e para a filha que estava na bojo, com a esperança de que tudo desse evidente.

Chegando em Chapecó, John não podia ir até o hospital e começou a receber as notícias por telefone. “Vamos encetar o tratamento com ventilação e não faremos o parto”, disseram os profissionais da saúde na primeira relação. “Ela piorou muito, vamos ter que fazer a cesárea”, falaram os médicos em uma segunda relação logo em seguida.

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Mais de 6 horas se passaram e John não sabia se a segunda filha tinha vindo ao mundo. Mas, à 1h50 do dia 7 de outubro de 2020, Maria Luiza nasceu em seguida permanecer 35 semanas na bojo de Danúbia. Às 6h, os médicos deram a notícia de que a recém-nascida estava muito muito e que alguém precisaria ir para o hospital permanecer com ela. Prontamente, o pai foi saber a filha.

Quando Maria Luiza foi transferida para o quarto, John pôde ficar com ela
Quando Maria Luiza foi transferida para o quarto, John pôde permanecer com ela

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A pequena voltou para mansão e a família do parelha se mobilizou para ajudar a cuidar das duas crianças. Nesse momento, Danúbia estava em estado grave na UTI de Chapecó. O tempo foi passando e a família esperava todos os dias por uma notícia. Os médicos ligavam e informavam sobre as últimas 24 horas. Os parentes tiveram notícias de piora e de segurança. John criou uma lista de transmissão para informar os interessados da cidade sobre o estado de saúde de Danúbia.

Nos piores dias em mansão, a gente se pegava muito emocionado. Corria até um esquina para chorar um pouquinho e desoprimir. Graças a Deus, essa minha filha mais velha de 9 anos, a Ana Clara, sempre foi a que mais me deu esteio. Eu achei que ia ter que segurar a vaga dela e ela que segurou a minha barra nesses 19 dias angustiantes que a Danúbia estava na UTI — contou John.

A recuperação de Danúbia

Duas semanas depois, os médicos ligaram dizendo que Danúbia não estava reagindo e que se continuasse assim eles teriam que dar um antibiótico que poderia deixar sequelas.

— Eu escutei isso e melhorei — disse Danúbia, em tom de farra.

Convencionar do coma é uma vez que pactuar de um sonho, conta Danúbia. Ela relata que começou a ouvir barulhos e enxergar uma luz potente. O que ela mais sentia era sede. Quando as enfermeiras davam borbulha de chuva, era um conforto. Quando acordou, a mãe de Maria Luiza colocou a mão na bojo, sem entender o que estava acontecendo. As enfermeiras contaram que a garoto estava em mansão e muito.

Quando Danubia começou a recuperação, John foi ao hospital de Chapecó fazer companhia
Na recuperação de Danubia, John foi ao hospital de Chapecó fazer companhia

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— Elas falavam no meu ouvido que a Maria estava muito, me mostravam foto, mas eu não acreditava. Só acreditei mesmo quando fiquei melhor, e vi ela por videochamada — conta a advogada.

Aos poucos, Danúbia voltou à verdade, aprendeu a manducar e a andejar novamente, devagarinho. Dia em seguida dia, era uma evolução. Quando a mãe da Ana Clara e da Maria Luiza foi para o quarto, John pode vê-la. Fora da UTI, Danúbia pegou o telefone celular com o marido e mandou para o grupo da família: “Se preparem que eu quero manducar comida de verdade. Quero uma músculos gorda e mal passada”.

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Final feliz! E agora?

Promessa cumprida! Ao transpor do hospital, a advogada foi direto para o sítio em Maravilha e foi recepcionada pela família, com recta a sarau, balão e churrasco. Ana Clara, quando viu a mãe no sege, correu para um amplexo apertado. Maria Luiza estava no pescoço dos avós e assim conheceu a própria mãe.

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— No dia que eu saí do hospital a sensação foi maravilhosa. Mas depois que eu vi a seriedade do que tinha ocorrido, fui ficando bastante preocupada. Tive que consultar com cardiologista, fisioterapeuta. Estou tomando medicamento para superar os traumas e medos que ficam. A impaciência vem com perguntas uma vez que “será que eu vou permanecer muito?”, “será que vai dar tudo evidente?”— desabafa Danúbia.

Com o passar dos dias, a impaciência cresce em Danúbia. Os relatos de pessoas morrendo tempos depois de pegar Covid assustam a advogada. E ela se pergunta:

Se fosse hoje, aconteceria a mesma coisa comigo? Porque para a Maria teria UTI Neonatal e, para mim, teria de adulto? — reflete a advogada.

Após 19 dias na UTI, Danubia voltou aos poucos a sua rotina
Posteriormente 19 dias na UTI, Danubia voltou aos poucos a sua rotina

(Foto: )

Depois de vencer a Covid-19, a família de Danúbia entendeu a seriedade da doença, que pode ser assintomática para alguns e mortal para outros. Hoje, eles podem racontar uma história com um final feliz, dissemelhante dos quase 300 milénio brasileiros que perderam seus entes queridos nesse ano de pandemia.

— Eu era uma pessoa um pouco cética e não acreditava muito no matéria. Achei que ela não era tão problemática uma vez que foi. A gente precisou passar por isso tudo para entender uma vez que era mesmo. Eu peguei e só tive que tomar uns remedinhos, minha filha não tomou zero e a Danúbia passou por tudo aquilo. É uma doença muito grave — alerta John, o marido de Danúbia.

*Com supervisão de Vinícius Dias

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