Caso Henry Borel: Jairinho destitui parte de seus advogados | Rio de Janeiro

Em um ofício endereçado à juíza Elizabeth Machado Louro, o escritório de advocacia Dalledone informou que o acusado decidiu dispensar:

  • Bruno Mattos Albernaz de Medeiros
  • Eric de Sá Trotte
  • Karina Oliveira Marinho
  • Luis Felipe Alves e Silva
  • Natalia Gomes da Silva
  • Telmo Bernardo Batista

Uma consulta ao processo no Tribunal de Justiça indica que ainda representam Jairinho:

  • Claudio Dalledone Junior
  • Fabiano Tadeu Lopes
  • Flávia Pinheiro Fróes
  • Letícia Farah Lopes
  • Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos
  • Renan Pacheco Canto

O advogado Cláudio Dalledone informou que o médico e ex-vereador Jairinho optou, as vésperas do depoimento, por uma defesa tecnicamente voltada as acusações de crimes contra a vida, razão pelo qual destitui alguns advogados.

Ainda segundo Dalledone, a troca não altera a estratégia da defesa que vai comprovar a inocência de Jairinho.

Dr. Jairinho e Monique, réus pela morte de Henry Borel, ficam em fileiras diferentes em audiência de instrução no Tribunal do Júri — Foto: Henrique Coelho/g1

Reinterrogatório mantido

O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro , negou, na sexta-feira (10), um pedido de liminar da defesa de Jairinho para suspender o interrogatório marcado para esta segunda.

A defesa de Jairinho alegou estar sendo impedida de agir porque a juíza Elizabeth Machado Louro rejeitou o pedido para ouvir três médicas que atenderam o menino Henry Borel num hospital particular da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, no dia em que ele morreu.

Os advogados de defesa de Jairinho também pediram para ouvir o radiologista da unidade, os técnicos de necropsia e a perita legista que atenderam o menino.

O desembargador relatou que as três médicas e o radiologista já haviam prestado depoimento e que as demais testemunhas não foram requisitadas no momento adequado.

Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, em decorrência de uma hemorragia interna por laceração hepática por ação contundente, segundo o laudo complementar de necropsia do IML. O laudo também revela que o corpo do menino tinha 23 lesões.

Jairinho e a professora Monique Medeiros, mãe de Henry, são réus pela morte do menino. De acordo com as investigações, a criança morreu por conta de agressões do padrasto e pela omissão da mãe.

Jairinho foi denunciado por:

  • homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou defesa da vítima), com aumento de pena por se tratar de menor de 14 anos;
  • tortura;

Monique foi denunciada por:

  • homicídio triplamente qualificado na forma omissiva imprópria, com aumento de pena por se tratar de menor de 14 anos;
  • tortura omissiva;
  • falsidade ideológica;
  • coação de testemunha.