Caso Alana: advogados da família pedem remontagem do delito à Justiça do Ceará | Ceará

Advogados da família da jovem Alana Beatriz Promanação de Oliveira, morta em março deste ano em Fortaleza, pediram à Justiça estadual a remontagem do delito. Alana morreu depois tolerar um tiro na testa dentro da morada do empresário Davi Brito, no Bairro Luciano Cavalcante. À era, Davi alegou que a jovem foi lesionada depois um disparo eventual.

Na última semana a Justiça negou o pedido de prisão preventiva de Davi. O Ministério Público afirmou que ia recorrer da decisão. A resguardo do empresário diz que não há urgência da prisão.

Os advogados da família de Alana afirmam que a jovem foi vítima de um homicídio doloso, quando há intenção de matar. Entretanto, ainda há incerteza se o dolo foi eventual, ou seja, quando o culpado não desejava praticar a ação, mas assume o risco de motivar a morte; ou se foi dolo não eventual, que é quando tem uma vez que objetivo a morte de indumento.

O Ministério Público do Ceará chegou a pedir a remontagem do delito quando o caso aconteceu, mas, três meses depois, a remontagem não foi marcada.

Os advogados também pediram que o réu do delito apresente outros documentos da arma do delito. A resguardo do empresário, no entanto, rebateu os pedidos afirmando que o interrogatório já foi concluído com a colaboração de David e que todos os documentos possíveis em relação à arma já foram entregues.

O empresário David Brito de Farias foi indiciado por homicídio no caso da morte da estudante Alana Beatriz.

Alana estava na morada do empresário na companhia de amigos para observar um evento músico. Quando os outros convidados foram embora, de consonância com testemunhas, Alana permaneceu com o empresário na residência e foi atingida por um tiro na cabeça.

Segundo a Polícia Social, testemunhas foram ouvidas 21 vezes durante as investigações e o vistoria de eficiência balística comprovou que a arma do delito apreendida estava em perfeito estado de funcionamento. Sendo assim, o suspeito involuntariamente se colocou na disposição objetiva de assumir o risco dessa ação que promoveu.

A resguardo do empresário, o jurisconsulto Leandro Vasques, disse que o tiro foi eventual e que Davi Brito não tinha intenção de cometer o delito.

“O empresário Davi sem nenhum histórico de agressividade que tinha espargido a jovem horas antes não tinha qualquer motivo de ceifar a sua vida. O Davi não é praticante de tiro. Ele fez um mero curso que qualquer uma pessoa pode fazer para poder comprar uma arma para proteger seu patrimônio. E Davi adquiriu uma arma unicamente oito dias antes do indumento. Arma essa que ele nunca havia utilizado. Foi um disparo eventual um indumento não desejado pelo empresário”.

A arma foi entregue pelo empresário à polícia no dia seguinte a morte da estudante.

A Polícia Social pediu a prisão temporária do Davi Brito no dia 29 de março. O Ministério Público do Ceará (MPCE) foi em prol, mas a 4ª Vara do Júri de Fortaleza deferiu unicamente um mandado de procura e inquietação no dia 15 de abril. A medida foi cumprida na residência do empresário quatro dias depois.

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