Bruno Galvão fala sobre práticas ESG no setor energético

O advogado é membro da Rios, Zech e Amaral (RZA) Advogados e trabalha com projetos ESG há 12 anos

Bruno Galvão Ferolla, membro da RZA Advogados, falou sobre os conceitos de ESG no ProEnergia Summit (Foto: Alex Campelo)

O advogado Bruno Galvão Ferolla, associado da Rios, Zech e Amaral (RZA) Advogados, abordou as práticas ESG no setor energético durante uma palestra ministrada nesta quinta-feira (22), na 4ª edição do ProEnergia Summit, em Fortaleza. Especialista em Compliance pela Fundação Getúlio Vargas e certificado em ESG pelo Insper, Bruno destacou que não existe uma “receita de bolo” para adotar essa postura: cada empresa deve escolher as próprias prioridades dentro dos pilares do ESG.

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A sigla ESG é usada para se referir às práticas de governança ambiental, social e corporativa (ou environmental, social and corporate governance, no original em inglês). Na palestra, Bruno Galvão apresentou, ainda, uma estrutura de projeto de ESG que utiliza em clientes de diversos segmentos, como energia e agronegócio.

O time da RZA prestigiou a palestra no evento, que acontece até hoje no Centro de Eventos (Foto: Alex Campelo)

Com extensa programação voltada para a continuidade do crescimento do setor de energia no Brasil e sediado no Centro de Eventos do Ceará, o ProEnergia Summit é realizado pelo (Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e o Sebrae

“Trabalho em implantação de projetos de ESG, compliance e proteção de dados há 12 anos. Participei bastante de projetos de sustentabilidade voltados para gestão de terceiros, relação com autoridades, principalmente na parte ambiental, em algumas investigações corporativas e projetos de prevenção”, explicou Bruno ao Site MT.

Segundo ele, a expertise em ESG foi adquirida a partir do trabalho com empresas como Banco do Brasil, Pinheiro Neto Advogados, Telefônica, Ambev e a própria RZA Advogados. “Como associado do RZA, tento trazer [esse conhecimento] para os clientes, que nos procuram buscando trabalhar na evolução dos seus controles internos, das suas práticas de prevenção relacionadas a esses temas e, especialmente, numa boa imagem perante ao mercado. Afinal de contas, as práticas ESG são bastante cobradas, principalmente, por fundos de investimentos em empresas licitadas em bolsas“, destacou o advogado.

ESG no setor energético

Tema que vem ganhando cada vez mais relevância no Brasil, as práticas ESG integram um movimento global relacionado à Agenda 2030 da ONU, em que as instituições procuram colaborar, dentro das respectivas atuações, para um mundo melhor. Mesmo com a urgência do debate, pondera Bruno, muitas empresas ainda têm dificuldades de eleger as prioridades para aderir a essas políticas.

Dentro da cadeia de produção e distribuição de energia, as práticas ESG têm formatos específicos. “Na questão do meio ambiente propriamente dito, como podemos trabalhar a questão energética? A venda voltada principalmente para o selo verde, buscando melhores práticas renováveis, e, obviamente, práticas que sejam amigáveis ao meio ambiente, que não contrariem as leis ambientais e, principalmente, preservem o que já se tem de qualidade em relação à fauna e a flora”, detalha Bruno.

Na política de responsabilidade social, o advogado pontuou que as empresas devem se preocupar em como auxiliar os colaboradores internos. “Em relação ao combate ao trabalho escravo, [e busca do trabalho] digno, igualitário e respeitoso. Do ponto de vista de governança, é um pouco mais interno de cada empresa. Como elas podem se organizar para conseguirem atingir melhores resultados e tenham eficiência e segurança em relação aos padrões e controles internos?”, exemplifica.