Brasil Sem Medo – Quem são os advogados de extrema-esquerda recebidos por Fachin

A página oficial do TSE publicou uma nota relatando o encontro do ministro do TSE, Edson Fachin com integrantes do grupo Prerrogativas. A nota retratou o grupo apenas como um grupo de juristas que “atua na defesa do Estado Democrático de Direito”. A matéria oficial no site do TSE ainda ressaltou uma declaração de Fachin: “O ataque às urnas eletrônicas como pretexto para se brandir cólera não induzirá o país a erro”. O ex-advogado do MST indicado pelo PT para ministro da Suprema Corte ainda louvou a preocupação do grupo Prerrogativas “com a democracia e a vida pública no país”. E completou: “Não há justiça sem sociedade civil e advocacia fortes”.

Contudo, vale perguntar: seria o grupo Prerrogativas apenas a “sociedade civil” lutando pelo “Estado democrático de Direito” conforme o texto da assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral, ou existem influências ideológicas e partidárias dessa ONG de juristas?

Quem são as figuras consideradas “imparciais” que fazem parte dessa confraria de juristas?

Uma das integrantes é ex-desembargadora Kenarik Boujikian, uma notória petista que considera um absurdo a prisão de Lula da Silva. Ela também participou do teatro jurídico feito na PUC São Paulo chamado “Tribunal do genocídio”, que declarou Bolsonaro culpado por genocídio em razão de suas ações durante a pandemia de covid-19.

Outra personagem da confraria é o advogado petista Mauro Menezes. Em 2019, Menezes participou de um manifesto que exigia a libertação do condenado Luís Inácio Lula da Silva. O manifesto foi replicado pelo próprio Instituto Lula.

Carol Proner também foi recebida pelo ministro Fachin. Proner é advogada, professora universitária e é casada com Chico Buarque. A advogada faz parte de organizações de extrema-esquerda na área jurídica, como o Instituto Joaquín Herrera Flores baseado na “perspectiva crítica” (marxismo e variantes). Ela também é parte do Grupo de Puebla. Membro do conselho editorial do jornal petista Brasil 247, Carol também é uma das fundadoras do grupo de advogados petistas chamado Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD). Ela tem presença frequente na página oficial do PT.

O advogado criminalista Juliano Breda estava na comitiva recebida pelo ministro do TSE. Ele foi um dos advogados que entrou com recurso para que Lula fosse pudesse concorrer nas eleições de 2018.

A lista de advogados petistas ou afins a esquerda não para. Um dos fundadores do Grupo Prerrogativas é o Marco Aurélio de Carvalho. Ele já deu entrevistas para o jornal de extrema-esquerda e petista Diário do Centro Mundo explicando sua estratégia de rever o julgamento do Lula. Carvalho já explicou abertamente qual é o papel do “Prerro”.  Em entrevista ao blog DCM, ele disse que  já tinha 30 anos de militância (começando aos 13 anos de idade) e isso o credenciaria a defender Lula. Marco Aurélio ainda afirma que o grupo Prerrogativas foi uma espécie de reencontro de amigos militantes.  Marco Aurelio é fundador “Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) que é basicamente uma organização de juristas de esquerda e extrema esquerda que dizem representar a sociedade civil. Para ele, Lula é “um patrimônio da humanidade”.

Augusto Arruda Botelho é outro membro conhecido do grupo. Pupilo de Marcio Thomas Bastos, ex-ministro da justiça do PT, segundo reportagem da  Revista Veja SP ele era parte do grupo de criminalistas que atuou na defesa das empresas envolvidas no Petrolão. O faturamento destes criminalistas variava de 3 a 5 milhões de reais, conforme informou a revista.  O advogado é comentarista na CNN, prestou muitos serviços ao PT. Hoje ele é pré-candidato a deputado federal pelo PSB, partido que tem a vice-presidência da chapa petista.  Marcio Thomaz Bastos era chamado carinhosamente de “God” pelos amigos das empreiteiras do Mensalão, segundo a Revista Veja. Seguindo os caminhos de mestre, Augusto Botelho faz uma carreira exitosa no direito criminal.

A lista de juristas petistas, de esquerda ou extrema-esquerda é interminável na organização. Eles usam a velha estratégia da esquerda de criar instituições que leva o nome de conceitos bem vistos pela sociedade como: “democracia”; “liberdade”; “Estado de Direito” quando no fim das contas é um aparato de um partido político dentro do guarda-chuva de neutralidade que remete a palavra “sociedade civil” como uma espécie de feitiço que transforma “atividade partidária” em “instituição”.

A advogada Flavia Ferronato, do Movimento Advogados do Brasil, fez duas ações recentes. Primeiramente, solicitou audiência com o Ministro Fachin. Em seguida, no dia 29 de julho, elaborou um manifesto defendendo a liberdade de expressão e a democracia. Ferronato, de forma incisiva, disse em seu manifesto a à nação brasileira em defesa das liberdades: Há em nosso País a gravíssima tentativa da consolidação da ditadura do pensamento único que vem impondo a censura e desmonetização dos meios de comunicação independentes e de perfis de redes sociais de brasileiros.

Resta saber se o Ministro Fachin irá ouvir outras vozes diferentes do partido pelo qual tem tanto carinho, ou se só valerá a democracia para aqueles que pensam como ele.

 


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