Bahia Notícias / Justiça / Notícia / CNJ pede informações de desembargador por receber jurista do caso Ilhota do Urubu

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A corregedora pátrio de Justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura, determinou que o  desembargador Mário Alberto Hirs, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) preste informações sobre uma verosímil relação com o jurista César Oliveira, no caso espargido uma vez que “Ilhota do Urubu”, sobre a disputa de terras em Trancoso, no sul do estado. A reclamação contra o magistrado foi movida pelo jurista Thiago Phileto Pugliese.

 

Segundo a petição, os herdeiros foram vítimas de “uma estratégia montada por César Oliveira para mercê próprio”. Alega que o jurista César Oliveira, uma vez que forma de provar influência no Tribunal, no mês de agosto de 2020, levou a herdeira Iracema Alves Martins Ramos até a residência do desembargador Mário Alberto Hirs para tratar de assuntos do processo. Relata que, a pedido do referido jurista, a herdeira Iracema assinou documentos sem ler. Dentre os documentos assinados constava uma procuração que permitiu que o jurista César Oliveira apresentasse uma série de “Notícias de Veste” na Corregedoria e Presidência do Tribunal de Justiça da Bahia contra várias pessoas envolvidas no processo.

 

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Tais notícias de trajo imputa crimes e infrações disciplinares aos empresários Philippe Ghislain Meeus, Alexandre Meeus, José Abílio de Tal, Genaro de Tal, aos advogados Thiago Phileto e Loredano Aleixo Junior, além do juiz da Vara Cível de Porto Seguro, Fernando Paropat. Phileto alega que o jurista contou com o pedestal do desembargador para agendar uma reunião com o presidente do TJ-BA, desembargador Lourival Trindade. Sustenta que o desembargador “se aliou ao jurista inescrupuloso para concretização da trama por nascente idealizada, utilizando artifícios ardis, e, ao tentar satisfazer os interesses do Dr. César, aproveitando-se do seu incumbência de desembargador estadual, para manipulação do Poder Judiciário em mercê dos interesses espúrios do causídico”. Por tais razões, a ministra determinou que a Presidência do TJ-BA notifique o desembargador Mário Alberto Hirs para se manifestar sobre as acusações. 

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