Advogados pedem testemunhos e imagens caso do presidente da torcida Fúria Independente

A família do presidente da torcida organizada ‘Fúria Independente’ do Paraná Clube, Mauro Machado Urbim, que morreu após ser pisoteado por um cavalo da Polícia Militar, constituiu o escritório Elias Mattar Assad – Advogados para acompanhar o caso.

Em nota, os advogados Elias Mattar Assad, Thaíse Mattar Assad e Caroline Mattar Assad, ressaltaram que o momento é de colheita de provas e elementos para o inquérito policial. “Fazemos um apelo público para que as pessoas que tenham presenciado ou possuam registros de gravações do ocorrido, façam imediato contato para entrega do material à Delegacia Mível de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe), o sigilo será assegurado”, diz a nota.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar as causas da morte de Mauro Machado Urbin, de 39 anos. Um laudo necropsial deverá ser feito para apurar as lesões encontradas no corpo do torcedor. As informações foram dadas nesta manhã de quarta-feira, 3 de agosto,  pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Hudson Teixeira, em uma entrevista coletiva.

Teixeira explicou que a morte do torcedor foi apresentada por três versões diferentes. Em uma delas, Urbin estaria correndo no campo, tripeçado, caído e batido cabeça. “Em uma outra que ele teria caído ao tentar tirar uma bandeira da torcida de um local um pouco alto e uma terceira dá conta de que houve um tumulto e que a cavalaria havia atuado de forma a fazer a dispersão desse tumulto”, detalhou o coronel da PM. Ainda durante a coletiva, a Polícia Militar do Paraná não confirmou que Mauro Machado Urbim, presidente da torcida organizada Fúria Independente, morreu pisoteado pelo cavalo da corporação. De acordo com o comandante, o fato não aconteceu antes da partida, mas sim, durante o intervalo do jogo, quando cerca de 80 torcedores da organizada saíram do estádio e foram em direção ao espaço destinado aos torcedores visitantes. Os PMs que estavam no local foram questionados pelo comando e todos negaram que o cavalo em que estavam montados no dia teriam pisado na cabeça do presidente da Fúria Independente.