Advogados de pastor denunciado por afronta sexual apresentam resguardo para fiéis na igreja

O prova foi gravado e está disponível no site do Tabernáculo da Fé com o título de “Verdades que Libertam”

Advogados de pastor denunciado de afronta sexual apresentam resguardo judicial do denunciado para tapume de 12 milénio fiéis durante congresso religioso, em Goiânia. O pastor do Tabernáculo da Fé, Joaquim Gonçalves, de 85 anos, foi denunciado por quatro mulheres, incluindo uma jovem, por supostos crimes sexuais. O prova foi gravado e está disponível no site do Tabernáculo da Fé com o título de “Verdades que Libertam”. O pastor é investigado pela Polícia Social de Goiás e pelo Ministério Público.

Os supostos crimes sexuais teriam ocorrido entre os anos de 2002 e 2021, durante atendimento do líder religioso no interno da igreja. Ao todo, as denúncias envolvem um caso de assédio moral e quatro casos de assédio sexual cometidos pelo líder religioso. O caso mais recente foi o de uma menor de 17 anos, que está sendo investigado em sigilo pela Delegacia de Proteção à Párvulo e ao Juvenil (DPCA).

Vulnerabilidade

O caso veio à tona em junho deste ano quando a jovem publicou um vídeo nas redes sociais contando que o afronta teria ocorrido no dia 6 de janeiro de 2021. De combinação com a jovem, o pastor a beijou, quando ela esteve no escritório dele pedindo conselhos sobre seu consórcio, que estava em crise. A ocorrência foi registrada por ela no dia 26 de março deste ano.

A jovem afirmou que teve susto dos julgamentos dos outros integrantes da igreja e só teve coragem de denunciar os abusos três meses depois do ocorrido, quando soube que outras mulheres tinham pretérito pelo mesmo que ela.

Casos semelhantes

O relato da menor de idade é semelhante ao das outras três mulheres que se denunciaram o pastor por crimes sexuais, no que se refere ao momento de fragilidade em que os abusos foram cometidas. As supostas vítimas afirmam ainda que, depois serem abusadas, foram chantageadas para não levarem o caso às autoridades.

As supostas vítimas com idade entre 37 e 46 anos registraram denúncia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), mas, em razão do tempo decorrido até o registro, não foi oferecido prosseguimento às investigações, pois os casos já haviam sido prescritos.

Resguardo do pastor

Em resguardo do pastor, os advogados Osemar Nazareno e Leandro Silva alegam que todos os casos das supostas vítimas se baseiam em mentiras. O motivo das falsas acusações seria a tentativa de um complô para retirar Joaquim Gonçalves do posto de comando da instituição religiosa.

De combinação com Leandro, o exposição feito em resguardo do pastor no último domingo (11) no congresso religioso ocorreu porque o pastor ainda não havia se pronunciado sobre os casos. “A igreja é constituída uma vez que uma associação. Uma vez que as denúncias foram amplamente divulgadas na mídia no mês de junho, os fiéis associados tinham expectativa de que ele se posicionasse sobre o as denúncias. Por isso, fomos chamados para fazer um pronunciamento depois o douto neste dia”, declarou o legisperito.

Aliás, o legisperito afirmou que todas as denunciantes dos casos foram baseadas em mentiras. Ele ressaltou que tem provas “cabais” de que o pastor Joaquim estava em sua granja na região do Araguaia no dia em que uma das denunciantes afirmou que sofreu abusos dentro do escritório da igreja, em Goiânia. Leandro conclui que todas os casos fazem secção de um “complô” para retirar o líder religioso do posto de comando da instituição. O legisperito afirma que as provas ainda não foram apresentadas para a polícia.

O Mais Goiás tentou contato com a resguardo das supostas vítimas, mas não obteve resposta até o fechamento da material. O espaço continua ingénuo para sintoma.