Advogados de Maurinho fazem apelo por imagens para investigar morte

A morte de Mauro Urbim, presidente da torcida organizada do Paraná Clube, Fúria Independente, terá novos desdobramentos, mas agora na Justiça. A causa do acidente que vitimou Maurinho ainda está sem resposta e a defesa do torcedor fez um apelo.

“O momento é de colheita de provas e elementos para o Inquérito Policial e de fazer um apelo público para que as pessoas que tenham presenciado ou que possuam registros de gravações do ocorrido, façam imediato contato para a entrega do material à Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (DEMAFE) – o sigilo absoluto será assegurado”, diz nota do Escritório Jurídico Elias Mattar Assad, que defenderá a família de Maurinho.

O presidente da organizada foi velado na última quinta-feira (4), quando mais de 300 pessoas estiveram presentes no local. A comoção tomou conta de todos os paranistas, muito pela forma como ocorreu.

De acordo com testemunhas, no último sábado (30), a polícia foi para cima de Mauro Urbim, que tropeçou, bateu a cabeça no chão e foi pisoteado por um cavalo da PM.

PM dá outra versão sobre a morte e contrata Cláudio Dalledone Jr

A Polícia Militar contesta a versão de que Maurinho foi pisoteado e garante que os policiais presentes na Vila Capanema agiram quando cerca de 80 torcedores tentaram invadir a entrada da torcida do Cascavel no estádio.

Quem cuidará da defesa da polícia será o advogado Cláudio Dalledone Jr, que reforçou o discurso dos policiais e ainda falou em “guerra de torcidas”.

“Está restando claro, por intermédio do inquérito policia militar, que a polícia agiu de forma legítima, cumprindo o dever legal, e, infelizmente, mais uma vez essa guerra de torcidas veio a vitimar um de seus componentes”, afirmou o advogado.

Paraná, Fúria e defesa se encontram com a PM e fazem pedido

Na última quinta-feira (4), representantes do Paraná, da Fúria Independente e do escritório que defende a família de Maurinho estiveram reunidos na Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR) com a Polícia Militar do Paraná (PMPR).

O encontro foi para assegurar as investigações sobre o caso, além de tentar fazer uma melhoria na segurança em jogos de futebol e evitar uma nova tragédia, como foi a morte do presidente da organizada.

Além disso, foi feito um pedido para que a cavalaria da PM não seja utilizada no duelo do Tricolor com o Pouso Alegre, que acontecerá no domingo (7), às 16h, na Vila Capanema.