Advogados advertem que filho da Rainha arrisca novo processo criminal nos Estados Unidos – Metro World News Brasil

O príncipe Andrew, que foi acusado no ano passado por abuso sexual, corre o risco novamente de ser processado criminalmente se algum dia viajar aos Estados Unidos, conforme informação dos advogados das vítimas do bilionário e predador sexual Jeffrey Epstein.

Jeffrey Epstein, amigo pessoal do filho da Rainha Elizabeth II, foi preso, julgado e condenado em 2019, sob acusações de tráfico sexual de adolescentes na Flórida e em Nova York. Ele morreu enquanto estava preso e, de acordo com o médico legista, a morte foi um suicídio.

Nesta semana, o veredito de Ghislaine Maxwell, socialite e amiga de décadas de Jeffrey, foi dado após acusação de ter colaborado com o tráfico sexual de adolescentes. Ela foi sentenciada a 20 anos de prisão.

Além da amizade com o príncipe Andrew, Epstein também manteve relacionamentos de longo tempo com vários homens da sociedade, incluindo Bill Gates, George J. Mitchell, Bill Richardson, Donald Trump, Leslie Wexner, Bill Clinton e Alan Dershowitz.

O príncipe Andrew, foi acusado de ter abusado sexualmente de Virginia Giuffre no ano passado. Os abusos sexuais teriam acontecido quando ela ainda era uma menor e por intermédio do amigo Jeffrey Epstein.

O príncipe concordou em fornecer uma indenização de 12 milhões de dólares e precisou recorrer ao irmão, o príncipe Charles, para pagar esse valor.

Comentando sobre o príncipe Andre, Spencer Kuvin, que representou nove vítimas de Epstein, disse ao The Sun: “Qualquer um que se aproveitou de um menor como resultado de ter recebido esse menor por Epstein ou Maxwell deve ser processado também. É altamente improvável que uma extradição ocorra, então o príncipe teria que estar aqui nos EUA e ser preso enquanto estiver aqui”.

O filho da Rainha sempre negou veementemente as alegações de Giuffre. David Boies, advogado de Virginia, também pediu uma investigação criminal mais profunda sobre a rede de abuso sexual de Epstein. Ele disse: “A vítima que eu represento e gostaria de ver acusações criminais para outros que participaram desta conspiração”.