Advogado, jornalista e poeta Ademir Braz morre em Marabá  

Faleceu na manhã desta terça-feira (5), em Marabá, no sudeste do estado, o poeta, jornalista e advogado José Ademir Braz, 74 anos, que tanto divulgou o nome desta cidade em várias partes do Brasil com sua escrita diferenciada.

Ademir Braz, conhecido como Pagão, estava morando (acolhido) atualmente no Centro Integrado da Pessoa Idosa (CIPIAR). Nesta segunda-feira (4), ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e foi levado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o Hospital Municipal de Marabá. 

Após uma nova parada, nesta terça (5), por volta de 9h30, ele não resistiu e faleceu. A morte do poeta repercutiu e muitas mensagens foram deixadas nas redes sociais dele. 

“A literatura ficou mais triste. Morreu, aos 74 anos, Ademir Braz o “Pagão”, poeta, advogado, escritor e jornalista, genuinamente marabaense. Patrimônio Cultural. Seu legado será eternizado”, lamentou Wania Gomes.

“Tive o prazer de compor a Música “Periferia” junto com o Poeta Ademir Braz Ademir Braz da Silva. Depois a Música foi gravada no EP da Negra Melodia. A força da Poesia do Pagão etnografando o cotidiano da Periferia Marabaense continua sendo imprescindível para todos nós! Siga em Paz, Ademir! Vc se despede mas seu legado fica.”, disse Marcelo Melo. 

Velório 

O corpo de Ademir Braz será velado no auditório da OAB, na Folha 26, na Nova Marabá. O horário está sendo definido pela família. 

História 

Ademir iniciou no jornalismo em 1972, em A Província do Pará, um jornal da capital paraense que integrava o grupo dos Diários Associados. Publicou “Esta terra” (Belém: Neo¬gráfica, 1981); “Antologia Tocantina” (Marabá: Fundação Casa da Cultura de Marabá, 1998); “Rebanho de Pedras”, todos dominantemente livros de poemas. Em 2015, publicou “A Bela dos moinhos azuis”, único livro de prosa que nos deixou impresso.

Integra várias antologias, entre elas a Poesia do Grão-Pará, organizada por Olga Savary (Rio de Janeiro: Graphia Editorial, 2001); IX e X Antologias Poéticas Hélio Pinto Ferreira, Concurso Nacional da Fundação Cassiano Ricardo (São José dos Campos, SP, 1995 e 1996) Edição Comemorativa dos 100 anos do Poeta Brasileiro Cassiano Ricardo; “I Antologia de Poetas Paraenses”, (Ed. Shogun, Rio de Janeiro). Além de poesias e contos publicados em vários locais, como no III e V Concursos de Contos da Região Norte, Novos Contistas da Amazônia, (Editora Universitária UFPA, Belém, 1995 e 1997). Recebeu o Prêmio Buiúna em 1999, conferido pela Associação dos Artistas Plásticos de Marabá e Secretaria Municipal de Educação, como destaque da cultura marabaense.

Ademir Braz era membro efetivo da Academia de Letras do Sul e Sudeste Paraense e Cônsul de Poetas del Mundo em Marabá, desde 2006.

 

Ademir Braz era membro efetivo da Academia de Letras do Sul e Sudeste Paraense | Reprodução

 

OAB e prefeitura 

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Marabá, Rodrigo Albuquerque decretou luto oficial por três dias na OAB. A Ordem também cancelou o encontrão da Cojad, que seria realizado na próxima quinta-feira (7).   

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A Prefeitura de Marabá também emitiu nota de pesar pela morte do poeta e advogado. “Neste momento de grande dor, a Prefeitura se solidariza com familiares e amigos do poeta, que deixa órfãos os filhos Giordano Bruno e Ana de Luanda”, diz trecho da nota da prefeitura.