Advogadas relatam maiores dificuldades na curso e a arte de conciliar o trabalho com a família

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Entre flores e chocolates recebidos no Dia Internacional da Mulher, comemorado no último dia 08, as mulheres ainda encontram muitas pedras no caminho em procura da paridade, principalmente na vida profissional. Uma das categorias que ainda enfrenta barreiras no propagação feminino é a advocacia. Para entender esses desafios na prática, conversamos com três advogadas sobre o matéria, as quais destacaram temas ainda a serem sanados, uma vez que diferenças no mercado de trabalho e salariais, lideranças, preconceito, e capacidade de conciliar o trabalho com a vida em família.

Para Mirian Lavocat, Ainda existe uma cultura machista de preferência de contratação de um jurista ao invés de uma advogada

Na advocacia, as mulheres ainda encontram certa relativização da credibilidade profissional, menores possibilidades de propagação na curso e dificuldade no chegada aos cargos de liderança. É o que destacou Ana Paula Pereira do Vale, advogada trabalhista sócia do Pereira do Vale Advogados.

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“Muito embora as mulheres já representem a maioria na advocacia, os cargos de gestão e liderança ainda são ocupados por maioria masculina, o que demonstra que ainda não há paridade nos espaços de tomada de decisão. Ainda falta muito para a advocacia ser considerada realmente igualitária nesse sentido”, alegou Ana Paula.

Para Mírian Lavocat, advogada tributarista sócia do Lavocat Advogados, ex-conselheira do Carf, o chegada à formação também é uma dificuldade. “Ainda existe uma cultura machista de preferência de contratação de um jurista ao invés de uma advogada, pois ela pode necessitar de licença maternidade, ou se ausentar em razão dos filhos”, destaca. Míriam acredita que o maior duelo da mulher na advocacia é conciliar a formação profissional com filhos e família.

“O duelo começou logo no início, quando eu fiz a segunda período da OAB no final da gravidez. Isso sempre é fator de um cansaço maior, de uma dificuldade de concentração, até uma dificuldade de permanência no envolvente de prova. O mais difícil é sempre o estabilidade em uma vez que conseguir nos dedicarmos grandemente à profissão e, ao mesmo tempo, nos doarmos uma vez que esposa e uma vez que mãe, que é nossa missão maior”, declarou Lavocat.

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Andrea Costa, advogada de recta do dedo e sócia do Loureiro Costa e Sousa Consultoria e Advocacia, acredita que a cobrança da sociedade por resultados perfeitos tanto na vida profissional quanto na pessoal é permanente para todas as mulheres do mercado, inclusive as que não optam por ter filhos.

As mulheres ainda encontram certa relativização da credibilidade profissional, diz Ana Paula Pereira do Vale

“Há uma cobrança muito grande para aquelas que optam por ter uma curso e ao mesmo tempo viver a maternidade. Mas aquelas que optam por ter uma curso e não treinar a maternidade, também enfrentam preconceito porque não querem ter filhos, uma vez que se a maternidade a fizesse ser menos ou mais mulher, menos ou mais capaz de realizar um pouco”, ressalta.

Durante suas carreiras, as quatro profissionais vivenciaram o propagação do número de mulheres na advocacia. Hoje, elas representam maioria nas faculdades de recta e nos quadros da OAB. Houve um aumento da presença delas no judiciário, no Ministério Público, nas procuradorias, nos escritórios de advocacia e em cargos de chefia, apesar de ainda possuir grandes diferenças.

Pequenas vitórias

A evolução acontece a cada dia, uma vez que falou Míriam Lavocat, que experimentou na pele pequenas vitórias femininas no universo jurídico.

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“Quando comecei minha curso profissional, em 1991, no STJ, as mulheres só podiam usar saias no tribunal. Não podíamos usar calça. Era uma quesito para acessarmos o tribunal. Além das preocupações normais da profissão, com horário, qualidade, produtividade, nós tínhamos que ter várias saias e manter meias calças extras”, contou.

Em seguida 30 anos, as exigências da vestimenta ficaram para trás. As mulheres foram conquistando espaço e credibilidade com bons trabalhos, estudo, cultura e dedicação. Foram muitas conquistas, mas o caminho até a paridade ainda é longo.

O tratamento com as advogadas, principalmente por segmento de juízes e promotores, até mesmo de juízas e promotoras, é mais ríspido do que com advogados do sexo masculino, uma vez que alerta Karla Tonelli, da Gomes, Almeida e Caldas Advocacia. A advogada conta que essa situação serpente um posicionamento da mulher.

“A mulher advogada precisa se posicionar muito mais do que os advogados. Eu senti isso em toda essa minha experiência. Todas as vezes em que eu fui despachar qualquer processo, conversar com o representante ou promotor, inicialmente, o tratamento era dissemelhante até eu conseguir me posicionar e provar que eu estava ali realmente buscando um recta do meu cliente e estava ali disposta a pleitear por qualquer coisa que eu precisasse até eu conseguir esse reverência”, explica Karla.

“Eu acompanho alguns casos em que a mulher empresária, dona de um negócio, recebe uma atitude muito mais preconceituosa dos funcionários e precisa assumir uma postura de embate muito maior do que se fosse um varão no mesmo incumbência”, completa Andrea Costa.

Outro ponto que ainda faz segmento do dia a dia das mulheres na advocacia é o assédio moral. Andrea conta que, ainda recém-formada, participou de um processo de licitação pelo escritório no qual trabalhava. Ela redigiu a ação e conseguiu a liminar, mas, na hora do resultado, o sócio do escritório deu a seguinte resposta: “Ah, mas com o seu sorriso, você consegue qualquer coisa facilmente”.

Mudanças necessárias

Para as especialistas, muita coisa ainda precisa ser mudada, vários espaços ainda precisam ser abertos e muitas oportunidades ainda precisam ser criadas.

“Acredito que ser advogada, ser mulher, é uma luta diária. E acredito que as mulheres cumprem esse papel maravilhosamente muito. Eu sou muito orgulhosa de ser mulher. De ser advogada”, concluiu Karla Tonelli.

Uma vez que ressalta Míriam Lavocat, as mulheres se destacam cada vez mais pela perseverança, comprometimento e doação pessoal. “Olho para traz e vejo que o paixão pela profissão é o que permite nos desdobrarmos e, supra de tudo, avançarmos cada dia mais”, afirma.

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